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TAGV leva cultura à rua e vive em Festa a Praça da República
No feriado de 5 de outubro, o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) deu o pontapé de partida para a edição de 2026 da Festa da Praça da República. Com um roteiro cultural definido, os conimbricenses foram desafiados a passar o dia juntos e a conhecer novos espaços na cidade.
O TAGV lançou os convites a vários produtores culturais da região para materializar um programa descentralizado, que partiu da Praça da República para outros espaços da cidade.
A programação associada à proposta esteve a cargo de Luísa Lopes, programadora do TAGV, enquanto o trabalho de mediação foi atribuído a Sónia Nunes. À RUC, a mediadora explica que reunir múltiplas atividades num único dia permite “ocupar o espaço” e democratizar o acesso à cultura.
A RUC marcou presença no foyer do TAGV em emissão especial. Para encerrar o momento em direto, em entrevista de balanço final do dia de atividades, Sílvio Santos, diretor do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), comenta que a afluência foi muito positiva.
O responsável argumenta que, quando sai à rua a cultura passa a funcionar também como um guia turístico da cidade, por permitir que as pessoas descubram novos espaços. Sílvio Santos acrescenta que esta tem sido uma missão que o TAGV procura abraçar. Neste processo, revela que, nos últimos anos, o Teatro está a tentar tornar o público num elemento mais ativo na sua programação.
Um dos projetos de destaque, que fechou o dia de Festa, foi a peça de teatro do projeto “Voz Comum”. A apresentação foi produzida pela Estrutura Baldia, em colaboração com a fundação AMI. Às 21h30, num espetáculo de entrada gratuita, subiram a palco onze imigrantes, de sete nacionalidades diferentes, que, com passos, palavras e gestos, “fizeram-se ouvir”.
Paulo Pereira, diretor do Centro Porta Amiga de Coimbra da Fundação AMI, realça que a “Voz Comum” encontrada foi apresentada ao público, após vários meses de trabalho constante.
Ao longo de todo o dia aconteceram visitas, conversas, mostras de cinema de animação, oficinas, exposições, momentos de poesia, de música, teatro, circo contemporâneo, mercados e ainda um piquenique comunitário.
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