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Coimbra nos Carris: o novo movimento em defesa da ferrovia da região de Coimbra
Nasce em Coimbra um novo movimento cívico dedicado à ferrovia da região. O Coimbra nos Carris (CnC) pretende colocar no debate público propostas para melhorar a rede ferroviária e reforçar as ligações entre Coimbra e os restantes municípios da região.
Em 2021, nasceu em Coimbra o Movimento Cívico pela Estação Nova, com o objetivo claro de contestar o encerramento da estação ferroviária da Beira-Rio. Cinco anos depois, já com a estação fechada e sem uma causa que sustente a continuidade do Movimento, surge agora o Coimbra nos Carris.
Duarte Miranda, arquiteto e participante nos dois projetos, explica que a iniciativa nasce de um “vazio de discussão sobre o papel estruturante que a ferrovia pode ter na região”.
Na visão da Coimbra nos Carris, o futuro da ferrovia da região passa pela conversão do Sistema de Mobilidade do Mondego num sistema tram-train em bitola ibérica. Trata-se de um modelo híbrido – que funciona como elétrico dentro da cidade e como comboio nas linhas regionais – em que o espaçamento entre carris seja igual à restante rede.
A proposta permitiria, assim, que os tram-trains que circulassem no centro de Coimbra pudessem também chegar a outros pontos da região através da rede ferroviária existente.
Para Duarte Miranda, a bitola ibérica é uma questão crucial do ponto de vista económico e da sustentabilidade do projeto uma vez que permitiria aproveitar uma infraestrutura ferroviária já existente, poupando tempo e honorário público.
O arquiteto defende ainda que Coimbra-B se deve manter como uma estação intermodal e que a ligação ferroviária à Figueira da Foz deve ser repensada.
Duarte Miranda considera que uma melhoria da ligação ferroviária até à Figueira da Foz seria “ouro sobre azul” para a região. Uma ligação mais rápida e frequente permitiria que a população dos municípios e localidades servidos por esta linha tivesse maior facilidade em deslocar-se para Coimbra.
O movimento considera ainda que a linha de alta velocidade é uma questão central para o futuro da região de Coimbra. Duarte Miranda defende que as opções em discussão devem ser avaliadas também tendo em conta o impacto que terão na restante rede ferroviária e, em particular, na capacidade das ligações regionais.
O movimento Coimbra nos Carris conta com a participação de Duarte Miranda, Manuel Baeta, Pedro Rodrigues Costa, Pedro Silva, Pedro Silva, Sérgio Valente, João Pinto Ângelo, Luís Neves e Tomás Batista.
Fotografia: CP – Comboios de Portugal
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