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Obra nas Piscinas de Celas pode avançar após retirada obrigação do concessionário intervir no campo da Arregaça

Câmara Municipal de Coimbra aprovou separar reabilitação do campo onde treina e joga o União 1919 do contrato de concessão relativo à recuperação das Piscinas de Celas e à construção, concessão e exploração do Centro Desportivo Integrado de Celas. Com a alteração, a contrapartida passa pela entrega de 1,21 milhões de euros à autarquia pelo concessionário.

A decisão, aprovada por unanimidade na reunião do executivo, não põe em causa a obrigação do município de avançar com a requalificação do campo da Arregaça, onde o União 1919 treina e joga, garante a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa.

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O contrato original, assinado a 2 de junho de 2021, previa que a empresa responsável pela intervenção nas Piscinas de Celas executasse também as obras no campo da Arregaça, num investimento estimado em cerca de 1,21 milhões de euros. Com o aumento dos custos da obra ao longo do tempo, a intervenção acabou por não avançar.

Agora, com a separação dos processos, a empresa poderá pagar o valor acordado à Câmara, ficando o município responsável pela requalificação do campo da Arregaça e dos respetivos balneários.

Na reunião do executivo de ontem, a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, revelou que o promotor ainda não tinha liquidado as taxas urbanísticas relativas à empreitada das piscinas, sublinhando, no entanto, a importância de avançar com o processo.

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Enquanto as taxas não forem pagas, os trabalhos não poderão começar. Também Francisco Campos, representante do PSD na coligação Juntos Somos Coimbra, apesar de votar favoravelmente, questionou quando terão início as obras e quando serão pagas as taxas devidas.

Ana Abrunhosa informou que será fixado um prazo para o pagamento da contrapartida e para o arranque da obra.

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O vereador do Desporto, Ricardo Lino, salientou que a intervenção no campo da Arregaça é urgente para que possa ter as medidas oficiais para receber jogos de competição oficial de futebol, coisa que hoje em dia não permite. Ou seja, a reabilitação que se preconiza hoje, já não é a mesma que foi preconizada à data do contrato original.

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A proposta de desagregação terá ainda de ser aprovada pela Assembleia Municipal, cuja reunião está, em princípio, agendada para 6 de março. Após essa aprovação, o promotor terá 30 dias para pagar a contrapartida e três meses para iniciar a obra.

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“O que não podemos permitir é que a degradação do edifício das Piscinas de Celas continue”, concluiu a presidente da Câmara de Coimbra.

Fotografia: Câmara de Coimbra

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