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24.02.2026POR Isabel Simões

Câmara de Coimbra admite avançar com venda forçada de prédios devolutos abandonados

Câmara Municipal de Coimbra já identificou mais de 300 prédios devolutos e abandonados em Coimbra. A maioria está na Baixa, mas há casos noutras zonas da cidade. Perante a falta de resposta dos proprietários, o município admite recorrer à venda forçada para colocar estes imóveis novamente no mercado.

À RUC, a presidente da autarquia, Ana Abrunhosa, explica que muitos donos não querem vender ou pedem “preços astronómicos”. Para a autarca, esta situação está a travar a reabilitação da Baixa, que considera estar “totalmente abandonada e degradada”.

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Segundo a Câmara, há pessoas interessadas em viver na zona histórica e empresários disponíveis para instalar ali os seus negócios, mas faltam edifícios à venda. O fundo Coimbra Viva também já demonstrou interesse na compra de alguns imóveis.

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A presidente recorda ainda que o edifício que recentemente colapsou — e cuja posse administrativa foi assumida pela autarquia — já está em obras. No entanto, admite que a Câmara não tem capacidade para assumir a posse de todos os prédios degradados da Baixa, o que reforça a venda forçada como alternativa.

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Como funciona a venda forçada?

O processo começa com uma notificação ao proprietário para realizar obras de reabilitação num prazo definido. Se não houver resposta ou se as obras não avançarem, a Câmara pode ativar o mecanismo de venda forçada. O imóvel é depois vendido em hasta pública.

A medida pretende combater a especulação e acelerar a recuperação de edifícios devolutos, abandonados ou em ruína, permitindo que regressem ao mercado a preços mais ajustados.

Fotografia: Câmara Municipal

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