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Estudo da UC e de Universidade da Dinamarca descobre como acelerar cicatrização de feridas em doentes diabéticos
Para pessoas com diabetes, o processo de cicatrização é lento e, em casos extremos, pode levar à amputação de membros. Este problema serviu de objeto de estudo para uma equipa da Universidade de Coimbra, em colaboração com a Universidade de Roskilde (na Dinamarca), que descobriu uma nova abordagem molecular capaz de ajudar no tratamento das feridas.
Ermelindo Leal, investigador do grupo Obesidade, Diabetes e Complicações do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (UC), revela que a descoberta da presença irregular de duas moléculas de micro Ácido Ribonucleico (que são moléculas que expressam a genética de uma pessoa) levou à possibilidade de desenvolver novas terapêuticas.
Doentes diabéticos têm maiores dificuldades de circulação sanguínea e uma resposta imunitária mais fraca devido à hiperglicemia (nível elevado de açúcar no sangue). Ao inibir os microARN miR-146a-5p e miR-29a-3p, a equipa registou uma melhoria na recuperação de pele lesionada num espaço de 10 dias, ao reduzir a inflamação (um dos processos de cura da pele). Nos testes não se verificaram reações adversas.
Apesar do estudo representar um avanço na terapia de feridas diabéticas, ainda está longe de se criar um medicamento ou processo terapêutico, revela o investigador. Com o estudo publicado na revista Diabetologia, falta agora analisar outra molécula de microARN,identificada com maior expressão em doentes diabéticos, e testar a terapia em outros animais.
O estudo também contou com o apoio de outras instituições do ensino superior da Dinamarca e teve o apoio de entidades como a Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes a Academia Dinamarquesa de Diabetes e Endocrinologia, a National Institute on Aging (dos Estados Unidos da América) e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Fotografia:UC
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