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Democratização da saúde é destaque no Observatório Nacional de Saúde Global
Durante o Observatório Nacional de Saúde, Luís Almeida Sampaio, embaixador de Portugal em Praga, abordou dentre muitos assuntos, a importância de trabalhar a saúde de uma perspectiva global e a função da diplomacia da saúde. Destacou ainda Portugal como país de relevância na questão do apoio à saúde comparado com outras nações.
A Universidade de Coimbra apresentou Observatório Nacional de Saúde Global, no Colégio da trindade no passado dia 25.
O projeto conta com a colaboração da Universidade de Coimbra, do Ministério da Saúde e da World Health Summit Academic Alliance e tem como objetivo produzir conhecimento e apoiar a implementação de políticas de saúde à escala global.
A abordagem apresentada pretende unir a saúde, o ambiente, a tecnologia, a economia e a gestão na prestação de cuidados de saúde à população com o intuito de acabar com as barreiras entre as áreas e disciplinas referidas.
Luís Almeida Sampaio, diplomata e atual embaixador de Portugal em Praga, declarou durante a reunião que é preciso planear e pensar nos problemas de saúde do ponto de vista mundial. É necessário garantir que todas populações independente da sua localização ou posição sócio-económica tenham acesso a cuidados e a recursos de saúde, afirmou o embaixador. Utilizou a pandemia do covid-19 como forma de mostrar que com a globalização estamos sujeitos a contrair doenças de pessoas de qualquer lugar do mundo e que se “nenhum de nós está seguro até que todos estejamos seguros”.
O diplomata explicou que a função da diplomacia da saúde é lutar por direitos iguais de acesso à saúde em todo o mundo e por isso tem um papel de grande importância nos tempos atuais.
Também definiu a diplomacia da saúde global como uma “grande multidisciplinar que permite aos profissionais comunicar, facilitar, negociar e construir consensos de forma eficaz com base em valores centrados na equidade e no ser humano para implementação do bem estar”.
Salientou ainda que o reforço do diálogo entre diplomatas e profissionais da saúde contribui para um melhor diálogo comum sobre e resolução de problemas.
Outro ponto que Luís Almeida Sampaio fez questão de abordar foi a necessidade e urgência com a qual os governos devem começar a pensar na saúde de uma forma global e a trabalhar para que os problemas sejam resolvidos não apenas dentro das suas fronteiras mas também fora delas.
Disse ainda que Portugal é um exemplo de país com esse tipo de postura, que apoia e contribui para o reforço do sistema de saúde de outras nações. Ressaltou que Portugal é a porta e a chave para muitos países de língua oficial portuguesa, principalmente os PALOPs, no que diz respeito ao fornecimento de vacinas e medicamentos.
Para além do embaixador Luís Almeida Sampaio, também estiveram presentes na conferência/reunião a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins e o Reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão para discutir as políticas de saúde através de uma visão ampla e que abranja todos os pontos do globo.
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