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26.05.2026POR Isabel Simões

Lixo e maus cheiros após a passagem do cortejo preocupam vereação da Câmara de Coimbra

Apesar de a recolha dos detritos começar assim que termina o Cortejo da Queima das Fitas, a Câmara Municipal de Coimbra tentou que, em 2026, os carros alegóricos fossem responsáveis pelo lixo que produzem. Apesar da colaboração da COQF, a proposta não teve efeitos práticos.

Em 2026, o Cortejo da Queima das Fitas produziu cerca de 19 toneladas (19,44) de resíduos, quando em 2025 tinham sido recolhidas 18,34 toneladas. Este ano voltou, assim, a aumentar a quantidade de lixo produzida, depois de, no ano passado, se ter registado uma diminuição em relação à Queima de 2024.

O tema do lixo e dos maus cheiros foi abordado na reunião de Câmara de ontem, segunda-feira, pela vereadora independente Maria Lencastre.

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Luís Filipe, vereador responsável pelo Ambiente, esclareceu que os serviços camarários, a União de Freguesias de Coimbra e a SUMA procederam à limpeza das ruas ainda durante o decorrer do cortejo. O autarca acrescentou que o encaminhamento das viaturas para um estaleiro terminou pelas 22h00.

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O vereador reconheceu que “houve um excesso muito significativo de resíduos” e admitiu que as expectativas de que os próprios carros alegóricos realizassem alguma separação de resíduos ao longo do cortejo “não foram bem-sucedidas”. O responsável defendeu ainda a necessidade de refletir sobre o assunto.

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A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, mostrou-se recetiva às queixas relacionadas com os maus cheiros, indicando que as ruas devem ser lavadas após o evento.

Ricardo Lino, vereador da Juventude, destacou a colaboração da Comissão Organizadora da Queima das Fitas (COQF) no esforço conjunto relacionado com a segurança e a realização da Serenata Monumental e do Cortejo, dois eventos que, segundo o autarca, “decorreram este ano sem sobressaltos e em segurança”.

Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra

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