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Coimbra diz “Já não dá”. Medidas do Governo são uma “afronta”
Em Coimbra, a manifestação organizada pela plataforma Casa Para Viver teve lugar hoje por volta das 16h00. Algumas dezenas de pessoas saíram à rua numa marcha desde o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha até à Rua Ferreira Borges.
Sob o mote “Já não dá”, conimbricenses, associações e repúblicas fizeram-se ouvir na luta pelo direito à habitação.
Na cidade dos estudantes não ficou por falar o atual panorama das Repúblicas. Ao microfone da RUC, Inês Morais, residente da República Spreit’-ó-furo, reafirma a preocupação com o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) que possibilita a atualização de preços de rendas antigas. As Repúblicas, que antes tinham teto máximo, vêm agora uma maior facilidade de aumento de preços e, até, hipótese de despejo.
“Estamos fartos de escolher pagar a renda ou comer” é a frase que se lia em vários dos cartazes, uma crítica ao conceito de renda moderada criado pelo governo português. Em setembro de 2025, Luís Montenegro acabou com a noção de renda acessível e criou uma renda moderada, com valores até 2300 euros.
Os ativistas denunciaram o problema de acesso à habitação e o aumento das rendas, que, de acordo com o INE, subiram mais 5,2% em fevereiro deste ano. Maria Helena Loureiro, marcou presença na manifestação e critica este conceito de renda moderada.
António Rodrigues, médico de família aposentado, aponta a subida “brutal” dos preços da habitação e uma distorção do mercado. Fala de Portugal, um país com pouca construção pública, e portanto com mais espaço para a regulação dos preços dos alojamentos.
António expõe as suas preocupações com o aumento dos preços das casas, especialmente para a juventude.
Vladimiro, membro do movimento Porta a Porta, reforça a situação “insustentável” em que muitos portugueses estão a viver atualmente, por consequência da liberalização dos mercados da habitação.
O protesto organizado pela “Casa Para Viver” decorreu em mais 15 cidades do país, onde os ativistas denunciaram o problema de acesso e custo da habitação.
Fotografias: Margarida Santos
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