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Restauração e desporto à beira rio afetados pelas cheias
Após depressões, cheias e possíveis evacuações, a zona ribeirinha da cidade de Coimbra foi das mais afetadas. Estabelecimentos viram-se obrigados a fechar e procuram retomar atividade e reparar os estragos o mais rápido possível.
Os restaurantes e estabelecimentos nas Docas de Coimbra, foram dos principais espaços afetados pelas cheias e depressões que atingiram a região.
BEER´S Coimbra, estabelecimento aberto há cerca de três anos, teve em situação de cheias anteriormente, mas nunca se encontrou em condições tão graves, explica Nuno Santos, chefe de sala do estabelecimento, em declarações à RUC. Relatou ainda as medidas e precauções que foram tomadas pelo negócio.
Num ambiente diferente do habitual, Nuno Santos efetua trabalho de limpeza para a reabertura do espaço, que esteve fechado durante duas semanas. Tal como outros estabelecimentos nas Docas, a cervejaria teve grandes prejuízos a nível monetário e mobiliário.
Chapéus danificados, materiais elétricos no interior do espaço e também madeira deteriorada, foram alguns dos danos causados, que se esperam resolver até ao final da semana para a reabertura. O chefe de sala explica como estão a responder a estes prejuízos.
O ramo desportivo também foi afetado. Em conversa à RUC, Afonso Figueira, um dos treinadores do Clube Fluvial de Coimbra (CFC), dá a conhecer o ponto de situação após inundação do espaço.
No seguimento de um aviso prévio da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), o clube transportou os barcos para o andar de cima para evitar danos materiais. A dependência do caudal do rio provocou a modificação do plano de treino. Os atletas priorizaram sessões no interior e procuraram encontrar outros locais de exercício da modalidade, como a barragem de Aguieira. Apesar das soluções arranjadas, Afonso Figueira expõe o impacto direto que estas alterações tiveram no dia-a-dia dos atletas.
Os desportistas ainda não têm uma previsão para retomarem as atividades no rio Mondego. Segundo o treinador, o próximo passo é esperar que o nível da água diminua. Deixa ainda uma nota final de agradecimento aos Bombeiros Sapadores de Coimbra que ajudaram com a limpeza do espaço.
Estabelecimentos da Baixa de Coimbra também tomaram medidas prévias no caso de uma possível inundação. Ana Teixeira, empregada de balcão do café Briosa, em entrevista, assinala as medidas tomadas.
Ana Teixeira trabalha no café Briosa há sete anos e nunca verificou tal estado de alarme. Apesar das medidas prévias, os danos causados pelas cheias não atingiram a Baixa de Coimbra.
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