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“O Tempo das Árvores”, a nova estreia do Teatrão fala-nos de crescer em comunidade

Todos os anos, o Teatrão renova o seu compromisso com a infância e com as famílias, apresentando uma criação que dialoga com os públicos mais novos sem nunca excluir os adultos. Em 2026, essa proposta materializa-se na peça “O Tempo das Árvores”.

Com cerca de 40 minutos de duração, “O Tempo das Árvores” é pensado para toda a família. O espetáculo aborda necessidades humanas universais, cuidado, pertença, medo e crescimento, lembrando que todos temos a capacidade de dar, receber, cuidar e deixar-nos cuidar.

Para o espetáculo, contam-se contributos da música original de Miguel Cordeiro, da cenografia de Morgana Marques, do desenho de luz de Jonathan de Azevedo, da sonoplastia de Nuno Pompeu e da interpretação de Afonso Abreu e Eva Tiago.

Com ideia original de Isabel Craveiro e encenação de João Santos, o processo de criação foi profundamente colaborativo, uma marca identitária do Teatrão ao longo dos seus mais de 30 anos de existência. A criação artística não se limita ao encenador e aos intérpretes, envolvendo toda a equipa num percurso comum, enfatiza João Santos

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“O Tempo das Árvores” insere-se no atual ciclo de programação do Teatrão, pensado como uma reflexão ativa sobre o presente. Depois de criações que abordaram a revolução, a esperança ou a reinvenção das tragédias clássicas, este espetáculo usa as árvores como metáfora do crescimento humano, sublinha o encenador.

Tal como nas árvores, também o crescimento humano tem uma parte visível e outra invisível: aquilo que se vê e aquilo que se constrói dentro de cada um.

As árvores, aparentemente solitárias, vivem afinal ligadas por sistemas subterrâneos de raízes que partilham recursos, avisos e cuidados, adianta o encenador.

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A criação do espetáculo contou com uma estreita colaboração com o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, que prestou assessoria científica, e com a participação ativa de crianças do Jardim de Infância de Vila Verde.

Com as crianças, a equipa artística partilhou ideias, leu livros, realizou exercícios criativos. A contribuição das crianças foi essencial, esclarece Margarida Sousa.

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Segundo João Santos, o espetáculo reflete também sobre as mudanças na forma como as crianças brincam e se relacionam hoje, num mundo cada vez mais mediado por ecrãs e redes digitais. Sem juízos morais, “O Tempo das Árvores” propõe perguntas e abre espaço para imaginar outras formas de estar consigo próprio, com os outros e com a natureza.

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Cenografia, iluminação e desenho sonoro reforçam a atmosfera sensorial. Os sons da água, da terra e do movimento criam um ambiente envolvente que convida à escuta.

O espaço cénico é marcado por materiais simbólicos e transformáveis, que estimula a imaginação do público. Um tapete escuro pode ser estrada, terra queimada ou solo fértil. Fios transformam-se em ramos, raízes e relações, convidando o público a tocar o ramo da árvore.

Para além das apresentações, o projeto inclui atividades paralelas, como uma visita temática ao Jardim Botânico, no dia 10 de janeiro, às 11h, e oficinas para pais e filhos nos dias 17 e 24 de janeiro, após o espetáculo.

“O Tempo das Árvores” estreia no dia 6 de janeiro para as escolas, com sessões às 10h30 e às 14h. A estreia para o público em geral acontece no dia 10 de janeiro, às 17h. As sessões do dia 10 de janeiro contam com audiodescrição e Língua Gestual Portuguesa.

Pode saber mais sobre a nova peça do Teatrão aqui. E ouvir a participação das crianças do Jardim Infantil de Vila Verde no ‘podcast’ seguinte:

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Fotografia: Teresa Valente | Podcast do Teatrão

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