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Da escola Pedro Roma à magia de Latapy: quem entra no teu onze ideal? Votação do XI dos 40 anos
A Rádio Universidade de Coimbra celebra 40 anos em 2026 e quer que sejas tu a escolher o Melhor XI da Académica desde 1986. A votação já está aberta e a discussão promete ser quente.
“Decidimos, muito rapidamente em discussão, que não poderia ser uma coisa decidida por quatro ou cinco pessoas, ou seis ou sete pessoas. Teria de ser uma coisa discutida por toda a massa associativa da Académica”, explicou Tomás Cunha.
Mais do que a Taça de 2012
A iniciativa insere-se num quadro mais alargado de celebrações dos 40 anos da RUC e pretende olhar para um período mais recente da história da Académica, muitas vezes ofuscado pela época dourada das décadas de 60 e 70.
“A Académica teve jogadores fantásticos, quer na década de 80, quer na década de 90, que muitas vezes são esquecidos porque o tempo passou e não foram associados a nenhuma grande conquista”, sublinhou Tomás.
Bernardo Baptista reforçou que a lista procura abranger diferentes períodos: “De 86 até 97 e depois, por um breve espaço de tempo, até 2001, 2002, a Académica esteve na Segunda Liga. Depois de 2015, voltou à Segunda Liga. Queremos olhar para esse período por igual e, por isso, a lista reflete nomes de jogadores que estiveram na Segunda Liga, mas também contempla o período mais recente e mais vitorioso, nomeadamente a conquista de uma Taça de Portugal, a ida à Liga Europa e um sétimo lugar no campeonato”.
Pedro Roma ou Ricardo? Latapy ou Adrien? A discussão está lançada
Na baliza, a luta promete ser renhida entre Ricardo, herói do Jamor em 2012, e Pedro Roma, símbolo de longevidade, com mais de 300 jogos e 10 anos ao serviço da Académica.
“Eu ainda hoje digo que há uma escola Pedro Roma, o guarda-redes que faz a defesa para a fotografia”, recordou Tomás, com nostalgia.
No centro da defesa, a escolha é particularmente difícil. Nomes como Fernando Couto, que foi durante muito tempo o jogador com mais internacionalizações pela seleção portuguesa, Tónel, João Real, titular na conquista da Taça de Portugal em 2012, Zé Castro, internacional A, ou Zé António, que rumou à Bundesliga, compõem um lote de candidatos fortíssimo e representam diferentes eras da Académica.
Bernardo Baptista optou por João Real e Zé António: “Para tornar este XI representativo daquilo que são os 40 anos, vou escolher o João Real e o Zé António. Um porque representou um grande período da Académica e está envolvido na conquista da Taça. O outro porque, se eu tiver de selecionar apenas um por aquilo que vi em campo, teria de escolher sempre o Zé António”.
Nas laterais, a discussão promete ser igualmente acesa. Cédric Soares, que viria a ser campeão da Europa por Portugal; Pedrinho, Carlos Xavier, Hélder Cabral e Dimas, Djavan, ou até Zé Nando, são alguns dos candidatos que ajudam a ilustrar a riqueza de opções que a Académica apresentou ao longo das últimas quatro décadas. No meio-campo, Bernardo Baptista não teve dúvidas: “Estão os dois jogadores mais talentosos que a Académica viu nos últimos 40 anos: Filipe Teixeira e Latapy”.
Tomás preferiu Adrien Silva e Latapy, mas destacou a qualidade de todos os candidatos: “Estamos a falar do Adrien Silva, campeão da Europa, do David Simão, com uma carreira de Primeira Liga fortíssima, do Carlos Martins, internacional português, do Filipe Teixeira, que jogou no PSG e na Premier League, do Marinescu, que jogou um Mundial, do Latapy, bicampeão pelo Porto, e do Chiquinho, vencedor de uma Conference League pelo Olympiacos”.
Nas alas, Marinho parece consensual: “Vai estar lá, ponto final parágrafo”, garantiu Tomás. Do outro lado, a discussão está em aberto entre Wilson Eduardo, Diogo Valente (autor da assistência histórica no Jamor) e Sougou, “um jogador absolutamente extraordinário, estupidamente rápido, com uma passada larga inacreditável e que tinha golo”.
No ataque, há um verdadeiro desfile de avançados que marcaram épocas distintas da Briosa. Dário Monteiro, autor do golo da subida em 2002, ocupa naturalmente um lugar de destaque na memória coletiva. Dame N’Doye, que na opinião de Bernardo Baptista foi “em termos de talento um dos melhores avançados que a Académica teve”, é outro nome que dificilmente fica de fora das conversas. A estes juntam-se ainda Eldon, Lewis, Marcel, Pedro Xavier, Akwa, Edinho, Joeano, que garantiu a manutenção com um golo inesquecível, e o mais recente Mohamed Bouldini, símbolo de um dos últimas épocas competitivas da Académica.
Como votar?
A votação decorre através de um formulário acessível nas redes sociais dos Relatos RUC (Facebook, Instagram e X). Para cada posição, os adeptos podem escolher entre uma lista de candidatos ou, caso não concordem com as opções apresentadas, acrescentar outro nome através da opção “Outra”. “Basta selecionar ‘Outra’ e escrever o nome, que é tão válido como qualquer um dos nomes desta lista. Não é um voto nulo. Vai ser analisado”, garantiram Bernardo e Tomás.
Os resultados da votação, que encerra na primeira semana de janeiro, serão revelados no dia 1 de março de 2026, data em que a RUC celebra 40 anos. “Aquilo que podemos prometer é que haverá algumas surpresas também relacionadas com esta votação”, adiantou Bernardo Baptista. A entrevista completa vai para o ar hoje, depois das 21h15, em direto, na 107.9 FM e em www.ruc.pt, em mais um Prognósticos.
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