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TAGV torna-se mais inclusivo para pessoas cegas
A 10 de dezembro, foi assinada uma parceria entre o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) e a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), que visa tornar o TAGV mais acessível. Projetos de audiodescrição e acessibilidade para cegos estão entre as iniciativas promovidas.
O protocolo, assinado no dia internacional dos Direitos Humanos pelos responsáveis de ambas as instituições, é fruto de uma parceria já existente desde os anos 90. Espetáculos e eventos do TAGV vão, a partir de fevereiro de 2026, contar com a ferramenta de audiodescrição.
Em entrevista, o presidente da delegação de Coimbra da ACAPO, José Francisco Caseiro, avançou que, em Coimbra, a cultura tem-se tornado mais acessível ao longo dos últimos anos. Ilustra a afirmação ao recordar a parceria com espaços culturais como o Teatrão – Oficina Municipal do Teatro e o Convento São Francisco (CSF).
José Caseiro sublinha o otimismo face ao acordo com o Teatro e adianta que vão ser praticados descontos nos bilhetes de entrada em vários espetáculos. Além disso, as pessoas com problemas de visão vão ser acompanhadas pela equipa teatro, que recebe formação específica para o efeito. O dirigente explica também que a ACAPO vai divulgar os eventos do espaço cultural e aproveitar as vantagens do acordo estabelecido.
Sílvio Santos, diretor do Teatro Académico de Gil Vicente, acrescenta que a ACAPO colaborou na formação da equipa do TAGV. Assim, os membros do espaço estão capacitados para acolher e colaborar com pessoas cegas. Adianta também que tenciona levar a acessibilidade além da audiodescrição, com elementos como visitas guiadas e uma maquete tridimensional do edifício do TAGV que permita o reconhecimento do espaço.
Os responsáveis sublinham que as instituições estão unidas pela intenção de democratizar o acesso à cultura. Para 2026 está já a ser planeada uma residência artística, no âmbito do espetáculo “Aurora”, que vai afirmar a colaboração entre os agentes culturais.
Fotografia: TAGV
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