![[object Object]](/cdn-cgi/image/width=1920,quality=75,format=auto,onerror=redirect/https://bucket.ruc.pt/wp-content/uploads/2025/11/22161807/Foto_Pi_1.jpg)
Atelier A Fábrica recebeu a “INDIFERENÇA” de Pi
Pi, cantautora de Chaves e antiga de As Fans, encheu o atelier A Fábrica com a música que funde vivências transmontanas com as memórias de Coimbra. A artista fez um concerto de lançamento do Extended Play (EP) INDIFERENTE, um projeto que reflete as várias influências musicais e o desapego ao sucesso.
O concerto inicia com uma gravação de uma história. É a avó de Pi que conta como fugiu com o marido para França, para fugir da guerra colonial. Segue-se um trecho de “Inquietação”, de José Mário Branco, cantado pela artista.
Pi, mais alcunha que nome artístico de Priscila Martins, conta que o EP surgiu da evolução do single “História”, um “conto de fadas” que serviu de escape à pandemia provocada pela Covid-19. Apesar das dificuldades comuns a artistas independentes, Pi explica que teve o apoio de familiares e amigos no processo, bem como de um apoio à edição Fonográfica, da Fundação Gestão dos Direitos dos Artistas. Revela, também, que ser “artista a part-time” é uma escolha que trás conforto.
Pi partilhou o palco com outras pessoas, nas músicas “Leonor” e “Resistir”, com as vozes de Inês Martins e Filipa Biscaia, respetivamente. Todas são antigas integrantes de As FANS (Tuna Feminina da Universidade de Coimbra), o que também marca o espetáculo como um regresso a casa para Priscila.
Outro convidado foi Diogo Martins Martins, irmão da artista, na música “Foste Tu”- uma canção dedicada à mãe dos dois. Por ser um projeto independente, Pi explica que esperava a adesão da família e amigos, mas revela que a venda de bilhetes ultrapassou as expectativas.
A última música que o atelier recebeu foi “Viagem”, com participação do público no refrão. O palco foi todo decorado com peças da Fábrica: sofás vintage, quadros, esculturas, candeeiros e, no meio, o rádio antigo de onde saiu o som de arranque do espetáculo. Pi conta que fazer um concerto na Fábrica era uma ideia antiga.
A apresentação do EP é mais um passo e a hipótese de um álbum já está em cima da mesa. A artista admite já ter outras músicas prontas para além das apresentadas, que tiveram de ficar de fora do CD. Pi revela também a possibilidade de colaboração com outros artistas independentes, mas ainda não é algo muito estruturado. “Para já, ainda estou a tentar maturar ao máximo o EP, não fez sequer ainda um ano”, confessa.
PARTILHAR:


