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Manifestação em Coimbra volta a exigir fim da violência contra povo palestiniano
Foram várias as associações que marcaram presença,na ação de solidariedade com a Palestina, denunciando a crise humanitária que atinge, de forma particular, as crianças palestinianas. Segundo a organização, até 15 de junho morreram 18 276 crianças em Gaza vítimas da guerra. Na Praça 8 de Maio duas longas faixas com os nomes de duas mil dessas crianças fizeram parar quem passava.
A delegação de Coimbra do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) foi uma das associações que marcou presença, na ação de solidariedade com a Palestina. Alberto Cascalho, elemento da delegação do CPPC, apontou as razão central para a mobilização. Para o ativista, é urgente “pôr fim à matança de crianças” e travar a escalada de violência.
Questionado sobre o bloqueio político no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Cascalho apontou diretamente aos Estados Unidos da América, a quem acusa de “obstaculizar qualquer solução para o conflito” e de manter uma “ligação umbilical” com Israel.
O ativista do CPPC sublinhou que as motivações desta postura “serão demasiado obscuras” para virem a público.
Alberto Cascalho destacou ainda a importância da mobilização das opiniões públicas, tanto em Portugal como a nível internacional, considerando que as manifestações em diversos continentes representam “uma razão de esperança” para a resolução do conflito.
Sobre a posição de Portugal, que admite vir a reconhecer o Estado da Palestina, o ativista foi crítico: “Só podemos lamentar. Cada dia que passa significa mais vítimas. Saudamos a intenção, mas já deveria ter sido tomada há muito tempo”, disse.
Também presente na manifestação, Serafim Duarte realçou a necessidade de contrariar a indiferença e a apatia social. Questionado sobre o peso da opinião pública nas decisões políticas, lamentou que “cada vez valha menos” e criticou a prevalência de “gritos, insultos e reações irracionais nas redes sociais, onde não é preciso dar a cara”.
Para o manifestante , a causa palestiniana “é absolutamente justíssima”, constituindo “uma questão humanitária, de respeito pelos direitos humanos” e de luta contra uma política que considerou “genocidária”.
Rejeitando qualquer associação entre críticas a Israel e antissemitismo, Serafim Duarte sublinhou não ter “nada contra os judeus, mas sim contra o Estado de Israel. O ativista lembrou que o Tribunal Penal Internacional já sinalizou a ofensiva israelita em Gaza como “indiciária de genocídio” e denunciou que, apesar de um crescente despertar das populações a nível global, em Portugal e particularmente em Coimbra “são poucas as pessoas que saem à rua” para demonstrar solidariedade.
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