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16.05.2025POR Gonçalo Pina

Paulo Seco (Chega): “Sou apologista do TGV passar fora da malha citadina. Solução de Taveiro servia”

Candidato do Chega considera que distrito “funciona a duas velocidades” e pede reforço das acessibilidades no interior. Paulo Seco descola o partido do título de “partido de protesto”.

Contra o consenso entre a maioria dos partidos do hemiciclo, Paulo Seco mostra-se contra a solução encontrada para a Alta Velocidade em Coimbra (um caminho que motivou novo concurso e consequente atraso do projeto). O candidato do Chega mostra-se favorável a ligação que não passe pelo centro da cidade, mas que, acima de tudo, seja célere. É, aliás, o mesmo pedido que o cabeça-de-lista faz em relação ao Sistema de Mobilidade do Mondego, um projeto que diz conhecer muito bem e que percorre uma linha em que já andou “milhares de vezes”.

“Se andámos 30 anos à espera do metro, quando for o Aeroporto de Lisboa vamos estar dois séculos”

Outra das grandes preocupações do Chega no distrito é a fixação de população – mas não só no concelho de Coimbra, até que porque a região “funciona a duas velocidades”. Para além de reindustrializar (um caminho que o Chega acredita que não devia ter sido abandonado e que não só potencia a fixação de jovens como de pessoas mais velhas), o partido fala em desburocratizar, captar investimento, fiscalizar e “dar voz ativa”.

Na área da saúde, Paulo Seco reivindica outro cuidado com o Hospital dos Covões, que considera estar a ser “desmantelado”, fala da maternidade, que já considerou não ser prioritária, e da debilidade dos cuidados de saúde primários em vários concelhos do distrito. Também os meios de socorro são escassos, frisa o candidato do Chega, que dá o exemplo do Piódão, que reclama uma ambulância ao concelho de Arganil.

“Temos de criar condições para que ninguém fique sem poder aceder ao Ensino Superior”

O fim da propina não consta do programa do Chega, pese embora nem todos a consigam pagar. Paulo Seco fala de um modelo à semelhança do modelo americano, em que o Estado faria um empréstimo aos estudantes, que depois viriam a pagar aquando do ingresso no mercado de trabalho. O caminho é, no entender do candidato, a valorização do mérito.

Pode ouvir a entrevista completa no link acima ou no nosso Spotify.

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