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Abril: 51 anos de cravos mil
A Manifestação Popular do 51º aniversário da Revolução dos Cravos saiu à rua em Coimbra. AAC, sindicatos, associações culturais, movimentos juvenis, repúblicas e conimbricenses marcaram presença no protesto.
O som da voz do povo ecoou pelas ruas de Coimbra, nas celebrações do 25 de abril. Às 15h46 saiu o mar de gente da Praça da República em direção ao Pátio da Inquisição. Pessoas de todas as idades desfilaram de cravo ao peito, a empunhar bandeiras, faixas e cartazes com os valores de Abril presentes. As palavras de ordem também não foram esquecidas e os “muitos muitos mil” não fizeram esquecer que vão “continuar Abril”.
João Abreu, um dos manifestantes, lembra os tempos de opressão vividos na ditadura. O manifestante, que teve dois irmãos na guerra colonial, diz que sentia na pele a opressão fascista e a ansiedade de viver num regime autoritário. Para João, este dia “significa muito” e recorda os dias 25 e 26 de abril de 1974.
Maria de Lurdes, professora, marcou presença na manifestação, juntamente com a FENPROF. Rememora os tempos da ditadura e destaca as conquistas de Abril que “não podem ser esquecidas”.
A professora sublinhou ainda a importância da presença dos jovens.
Úrsula Ventura, uma das jovens estudantes presente afirma a relevância dos direitos conquistados no passado, mas que não podem ser tomados como garantidos
O protesto chegou ao destino final, o Pátio da Inquisição. Fez-se silêncio para o fado e dançou-se com o GEFAC e o Bloco do Beco. Cantou-se com Os Chapim, Miguel Araújo, Segue-me à Capela e o coro BAIXaVOZ. A uma só voz, o povo deixou claro que a “luta” continua.
Fotografia: Mariana Caparica
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