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“Não há democracia na FDUC”: Estudantes insatisfeitos com novas diretrizes

Cerca de 50 pessoas participaram na manifestação de 22 de outubro, junto à Porta Férrea da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC). Os estudantes contestaram decisões da direção da Faculdade de Direito, alterações aos métodos de avaliação e a falta de condições para garantir um ensino de qualidade.

A manifestação decorreu durante cerca de duas horas com os participantes concentrados na Porta Férrea. Gabriel Purificação, estudante do terceiro ano de Direito e membro do movimento Resiste, faz um balanço positivo da iniciativa, apesar de ter sido aprovada em plenário apenas alguns dias antes, a 19 de Outubro.

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Uma das reivindicações prende-se com a situação dos estudantes com necessidades educativas específicas. Os manifestantes contestam a uniformização do tempo suplementar nos exames, que anteriormente podia variar consoante as necessidades de cada estudante. João Fernandes, estudante do primeiro ano de Direito e membro do Resiste, considera que a alteração representa um retrocesso nos direitos dos alunos.

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O protesto abrange também as alterações ao plano de estudos e às modalidades de avaliação disponíveis no curso. Miguel Martins, membro do Resiste e estudante do terceiro ano de Direito, explica as consequências que estas mudanças podem ter na avaliação e na progressão académica. Os estudantes criticam também a dependência dos exames finais e defendem que as opções de avaliação não devem ficar limitadas.

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Para Gabriel Purificação, as dificuldades dos estudantes com necessidades educativas específicas não são um problema isolado. O estudante considera que a alteração do tempo suplementar está relacionada com uma questão mais ampla: a falta de infraestruturas e de salas adequadas na FDUC.

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A preparação do protesto começou no dia anterior com uma oficina de cartazes realizada em frente à Faculdade de Direito. A iniciativa serviu para preparar os materiais da ação e mobilizar os estudantes para o protesto na Porta Férrea.

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