
José Luís Carneiro critica Governo: «Está a falhar naquilo que é mais essencial à vida das pessoas»
O custo de vida, a habitação, o ensino superior e a saúde estão entre as principais preocupações do secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro. Em entrevista à RUC, em Coimbra, o líder socialista abordou os atuais desafios nestas áreas e criticou a atuação do Governo.
Com a votação na generalidade do Orçamento do Estado (OE) para 2027 com data marcada para 28 de outubro, o secretário-geral do Partido Socialista (PS) está em Coimbra para participar num Plenário Distrital de Militantes dedicado ao documento.
Depois de a Comissão Política Nacional do PS ter confirmado a decisão de viabilizar o Orçamento através da abstenção, José Luís Carneiro justifica o sentido de voto do partido com a necessidade de evitar uma crise política, apesar de criticar a proposta do Governo.
No que toca às medidas do OE para a educação, José Luís Carneiro critica a proposta que prevê uma redução de 7,6% nas verbas destinadas ao Ensino Superior, Ciência e Inovação, bem como o descongelamento das propinas. O secretário-geral do Partido Socialista defende o reforço dos apoios aos estudantes, bem como a atualização do modelo de financiamento das instituições de ensino superior.
José Luís Carneiro alerta também para o impacto do custo de vida, sobretudo da habitação, no acesso e na permanência dos jovens no ensino superior, defendendo que as condições económicas não devem ser um fator de desigualdade.
Já na habitação, o líder socialista considera que as alterações à lei do arrendamento propostas pelo Governo favorecem os mercados em detrimento das pessoas. Como alternativa, o PS propôs a criação de uma “Garantia Pública de Segurança no Arrendamento Habitacional”.
O secretário-geral do PS acusa ainda o Executivo de contribuir para o agravamento da crise na habitação e define a proposta como «Lei Montenegro–Ventura 2.0», por considerar que «desregula ainda mais o mercado do arrendamento».
José Luís Carneiro chama ainda à atenção para a saúde e acusa o Governo de falhar nas promessas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), desde a garantia de médico de família para todos, à redução dos tempos de espera para consultas e cirurgias.
O secretário-geral do PS relaciona o agravamento da situação do SNS com os cortes na prestação de cuidados de saúde e contesta a justificação do Executivo relacionada com a imigração.
Como nota final, o José Luís Carneiro referiu ainda a «esperança» que vê nos jovens de Coimbra, nomeadamente na defesa dos valores fundamentais da Constituição Portuguesa.
A entrevista na íntegra pode ser ouvida, em “podcast”, no início do artigo.
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