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FL’26: “Rigor financeiro” leva Festa das Latas a saldo positivo
José Machado, presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), faz uma avaliação “profundamente excelente” e defende que o “rigor definiu o compromisso” nesta edição da Festa das Latas e Imposição de Insígnias.
No último dia da Festa das Latas e Imposição de Insígnias de 2026, a Comissão Organizadora da Festa das Latas e Imposição de Insígnias 2026 (COFL) apresentou o balanço geral da iniciativa. A coordenadora-geral da COFL, Matilde Vaz, destaca a confiança entre estruturas e equipas como um dos pilares da organização e considera que a edição foi «bastante produtiva e bem executada».
Elsa Neves, vice-coordenadora da COFL, afirma que o objetivo de reequilibrar financeiramente a Festa das Latas e Imposição de Insígnias foi alcançado. A responsável considera igualmente que a edição ficou mais próxima dos estudantes e das estruturas académicas.
Segundo Elsa Neves, a redução de custos resultou de várias alterações à configuração do evento. Entre as medidas adotadas esteve a eliminação de uma das noites de recinto, uma decisão sustentada pelos dados de afluência de anos anteriores. A responsável explica que a noite de quarta-feira registava habitualmente uma adesão insuficiente para justificar o investimento necessário.
A concentração da programação num único palco contribuiu igualmente para a contenção de despesas. Para a vice-coordenadora da COFL, esta opção permitiu centrar a experiência dos participantes e reforçar a identidade da Festa das Latas e Imposição de Insígnias.
O presidente da DG/AAC associa o saldo positivo da edição de 2026 a uma estratégia baseada na avaliação permanente dos riscos e no reforço do controlo financeiro. José Machado defende que a organização procurou compatibilizar sustentabilidade económica e qualidade do evento.
O dirigente acrescenta que vários Grupos Académicos passaram a atuar em horários de maior visibilidade, nomeadamente após os artistas principais de cada noite. Para José Machado, esta opção permitiu reforçar a dimensão cultural da Academia perante um público mais alargado.
Apesar do balanço globalmente positivo, o presidente da DG/AAC reconhece que existem aspetos a melhorar. O responsável considera que as falhas logísticas registadas foram reduzidas, mas entende que é necessário reforçar o compromisso e a articulação entre a organização e os Grupos Académicos.
Ao longo das quatro noites de recinto na Praça da Canção, a RUC ouviu vários Grupos Académicos sobre as condições proporcionadas pela organização. A principal crítica incidiu sobre o modelo de transporte disponibilizado, que contemplou os instrumentos, mas não os elementos dos grupos, ao contrário do que aconteceu em algumas edições anteriores.
Entre as estruturas que apontaram reservas à logística adotada encontram-se o Grupo de Cordas da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC), a Imperial TAFFUC e a Tuna Feminina de Medicina da Universidade de Coimbra (TFMUC).
Pedro e Gabriel, elementos da Imperial TAFFUC, identificam dificuldades organizativas durante a preparação da atuação e defendem que alguns procedimentos poderiam ter sido melhor coordenados pela COFL.
Já a FAN-Farra Académica de Coimbra faz uma avaliação positiva da experiência em palco e destaca a adesão do público durante a atuação. Ainda assim, a estrutura refere que existiram falhas de comunicação com a organização, sobretudo em questões relacionadas com horários e transmissão de informação.
Em resposta às críticas, José Machado afirma que o modelo de produção adotado para o evento foi discutido com a SF/AAC e com os restantes Grupos Académicos. O presidente da DG/AAC entende que o resultado alcançado reflete o compromisso assumido pela COFL ao longo de todo o processo de preparação da Festa das Latas e Imposição de Insígnias de 2026.
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