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06.10.2026POR Rodrigo Lourenço

Festival Apura encerra mais uma edição na Real República do Bota-Abaixo

O Festival Apura encerrou mais uma edição após a passagem de cerca de 2000 pessoas ao longo de três dias de programação. Com música, artes visuais, oficinas e instalações com momentos de reflexão comunitária, o festival encerrou com atuações de DJs na Real República do Bota-Abaixo.

O festival Apura encerrou mais uma edição com um balanço positivo por parte da organização, que estima que tenham passado entre 1500 a 2000 pessoas ao longo dos três dias de programação. Criado em 2018, este projeto surgiu após um convite da Real República do Bota-Abaixo, que queria acolher concertos de bandas que não tinham espaço na cidade. Atualmente é apoiado pela DGArtes e pelo Município de Coimbra, mantendo a sua gratuitidade e o seu espírito de intervenção cultural, fatores que o presidente da Associação Cultural Apura, Bernardo Rocha, fez questão de frisar.

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Com uma programação assente em atividades descentralizadas que passaram por diversos espaços importantes da cidade coimbrã, entre os quais: o Teatro Académico Gil Vicente, o Centro de Artes Visuais, o Bairro dos Ofícios e o Jardim Botânico. O festival combinou música, artes visuais, oficinas e instalações com momentos de reflexão comunitária. O presidente da associação revelou que o foco se baseou numa necessidade de representação de artistas locais e nacionais que não têm visibilidade na cidade, com um feedback positivo tanto por parte da comunidade como dos artistas convidados. 

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Após as atividades diurnas, a edição redobrou a sua carga simbólica com a programação noturna na Real República do Bota-Abaixo. Depois de diversas edições na República da Praça, o palco noturno regressou ao antigo espaço onde não há venda de álcool, o que, segundo Bernardo Matos, vice-presidente da Associação Cultural APURA, predispõe as pessoas da casa a terem uma abordagem mais próxima com a comunidade. Uma novidade por parte da organização foi a criação de um novo formato musical, ao desafiar DJs locais a tocarem lado a lado com artistas de fora da cidade.

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Bernardo Matos fez um balanço positivo após alguns contratempos na fase de pré-produção e o receio de concorrência com a tradicional “quinta académica”. Apesar destes fatores, a Bota-Abaixo esteve sempre cheia tanto na sexta-feira como no sábado. O vice-presidente revelou que, para a organização, este espaço não só se assumiu como uma pista de dança, mas também como um refúgio seguro na noite conimbricense, superando as expectativas iniciais. 

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Com uma equipa voluntária de cerca de dez a quinze pessoas e o apoio de dezenas de estruturas culturais da cidade, o festival Apura acabou mais uma edição de olhos postos nos desafios do próximo ano.

Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra

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