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Magna sem quórum impede aprovação do novo plano da Festa das Latas
Face à ausência do quórum mínimo de 125 participantes, a Assembleia de Estudantes foi substituída por uma Reunião Geral de associados.
A primeira chamada da Assembleia Magna de 30 de junho deu-se às 18h12. Passados 30 minutos, na segunda chamada, menos de 100 estudantes estavam dentro do Auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). Com as obras no Auditório da Reitoria, onde as Assembleias Magnas se têm realizado, seria a primeira Magna do ano letivo fora do polo I da UC.
Sem quórum para dar início aos trabalhos, a Mesa da Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra (MAM/AAC) permitiu apenas que o segundo Relatório Trimestral de atividades da Direção-Geral da AAC (DG/AAC) fosse exposto aos presentes.
A decisão de continuar a reunião foi alvo de críticas por parte de Úrsula Ventura, estudante da Faculdade de Letras da UC. A academista questionou a legitimidade da reunião, que considerou “atropelar os estatutos da AAC”. De forma crítica, apontou que o momento serviu apenas para fazer “propaganda à Direção-Geral”.
Como resposta, Francisco Flor, presidente da MAM/AAC, convidou a estudante a abandonar o auditório.
Na “reunião informal” foram apresentadas as atividades levadas a cabo pela DG/AAC, a redução de 124 mil euros da dívida acumulada da AAC e as conquistas das Secções desportivas da Academia. José Machado, presidente da DG/AAC fez uma análise global positiva do Relatório, em entrevista à RUC.
No púlpito, o dirigente revelou que o piso de entrada do edifício sede da AAC vai ser reconfigurado. Entre as novidades está a criação de um espaço cultural polivalente, no antigo espaço do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). O academista avançou também que os jardins da Associação Académica têm sido um dos focos do mandato da DG/AAC e estão a ser alvo de múltiplas intervenções.
Após dar por terminada a reunião geral, às 20h03, Francisco Flor esclareceu várias questões ao microfone da RUC. O presidente da MAM/AAC começou por justificar os motivos que levaram à falta de quórum. A principal razão apresentada é o período atípico escolhido para realizar a Assembleia, mas também o espaço distinto e o facto da UC não ter reencaminhado a convocatória para todos os estudantes, problema que se tem repetido nas últimas Magnas, aponta Francisco Flor.
Por não estar reunido o quórum mínimo necessário para votar documentos, o Regulamento de Organização e Funcionamento da Festa das Latas e Imposição das Insígnias, terceiro ponto na Ordem de Trabalhos, não foi a votos. O documento é “essencial para garantir uma edição das Festas das Latas mais rigorosa” e para permitir a tomada de posse da nova administração do evento, explica Francisco Flor.
A ausência de votação vai atrasar a tomada de posse da nova coordenação da festa académica, este ano ao encargo de Matilde Vaz, administradora da DG/AAC, que não quis prestar declarações à RUC até à tomada de posse.
Fotografias da Assembleia Magna podem ser vistas na galeria associada à notícia.
Última edição: 03 de julho às 22h25.
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