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QF’26: Música popular portuguesa e tradição coimbrã marcam a terceira noite no recinto
A terceira noite na Praça da Canção contou com uma grande afluência. De cartola na cabeça e bengala na mão, os estudantes vieram honrar a música popular portuguesa.
Depois da tarde do habitual cortejo, a Torre da Universidade iluminou-se de azul claro, símbolo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). O projeto Pimbamix foi o primeiro a subir a palco e “incendiou” a festa no recinto ao trazer convidados como o Avô Cantigas e Os Marotos da Concertina. De seguida, subiu a palco Quim Barreiros, ícone tradicional já habitual na noite do cortejo da Queima das Fitas. O queimódromo rendeu-se com centenas de estudantes a cantar as músicas do artista.

Em conferência de imprensa, o grupo Pimbamix by Insert Coin explica a importância de se manter a tradição da música popular portuguesa nas festas académicas e sublinha que o estilo musical é sinónimo de festa. Os artistas integrantes, João Paulo Sousa e Joel Rodrigues, admitem, ainda, que com o passar dos anos nada mudou ao voltarem à cidade dos estudantes.
Uma visão da tradição coimbrã…
Matias Correia, Dux Veteranorum da Universidade de Coimbra, espera que “a adesão seja expressiva da Academia”. O representante máximo do Magnum Consilium Veteranorum (MCV) felicita a adesão tanto à Serenata como ao Cortejo, que considera terem sido um sucesso, e afirma que “a nível tradicional, tudo está encaminhado para que seja uma boa Queima”.
O Dux destaca ainda a importância da tradição coimbrã, em especial dos grupos académicos. Para Matias Correia, os mesmos não atraem tanto público como um artista internacional, mas são fulcrais para distinguir a Queima das Fitas de um “festival de verão”. “As tunas trazem a identidade de Coimbra ao Palco”, afirma o responsável.
QUANTUNNA

No ano em que celebra o 30.º aniversário, a Quantunna, Tuna Mista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, voltou a subir ao palco principal da Queima das Fitas. Daniel Lagoa, presidente da Quantunna, e João Mangana, membro da tuna, destacaram o trabalho desenvolvido neste contexto comemorativo. A atuação ficou marcada pela apresentação do original “Eureka”.
Em exclusivo à RUC, Daniel Lagoa referiu o lançamento do novo CD “Acorda!” e indicou que alguns singles já se encontram disponíveis nas plataformas habituais.
No que toca à edição de 2026, João Mangana elogiou a estratégia de comunicação adotada pela Comissão Organizadora da Queima das Fitas (COQF), embora tenha deixado um pedido para a revisão do número de participantes em palco.
Ficou o apelo, por parte dos entrevistados, para que a comunidade académica se envolva mais nas atividades dinamizadas pelas secções da casa, de modo a “dar continuidade à existência de estruturas vitais para a Academia”.
FAN-Farra

A FAN-Farra Académica de Coimbra foi o ultimo grupo a atuar. Para Diogo Santos, Vice-Presidente da FAN-Farra, a Queima das Fitas tem vindo a perder parte da sua essência académica. O tuno revela que se tem assistido a uma descaracterização progressiva da tradição do evento e defende que as tunas representam “ a música dos estudantes”, um dos símbolos da vida académica Coimbra.
O recinto fechou as portas às 6h00 e a festa académica continua até dia 30 de maio, com emissão em direto da equipa da RUC entre as 00h00 e as 4h00, em dias de palco RUC, e entre as 00h00 e as 02h00, nos restantes dias.
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