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02.04.2026POR Rodrigo Oliveira

Investigadores da UC acusam instituição de incumprimento legal em contratações

Vários investigadores da Universidade de Coimbra entregaram ao Conselho Geral da UC um documento que expõe irregularidades no que toca à situação profissional de cientistas ao abrigo do Decreto-Lei nº 57/2016. O requerimento apela à ação do conselho, para que os contratos sejam abertos nos prazos legais.

Verónica Ferreira é uma das dezenas de investigadoras que subscreveu ao documento. Doutorada em Biologia e pesquisadora no Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, faz parte dos profissionais abrangidos pelo artigo 6º, alínea 2.

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A investigadora expõe que, em diversos casos, a abertura dos contratos não é realizada de forma legal. Segundo a Lei nº 57/2017, que veio alterar alguns artigos do decreto do ano anterior, as entidades contratantes são obrigadas a abrir concursos de contratação num prazo de seis meses, no casos dos investigadores que tiveram um contrato de seis anos.

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A pesquisadora revela que não é a primeira vez que contactam a Universidade para resolverem a situação. O diálogo com a instituição é feito desde o início das irregularidades, e o documento subscrito pelos investigadores dá conta de profissionais com mais de 15 anos de serviço sem contratos nos moldes legais.

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Verónica observa que a precarização dificulta os investigadores de tomarem decisões a longo prazo, como comprar uma casa ou até mesmo ter filhos. Adiciona também que a situação impede a Universidade de reter cientistas com potencial. A falta de garantias nos contratos, aliado a concursos muito competitivos e a incumprimentos legais resultam em profissionais que “muito dificilmente estão a 100% dedicados à Ciência”, defende a bióloga.

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A situação exposta não é exclusiva à UC. A cientista revela que os profissionais da Universidade de Lisboa estão na mesma luta e o Supremo Tribunal Administrativo já obrigou a instituição a abrir sete concursos. Em Coimbra, os investigadores vão esperar resposta do Conselho Administrativo e, se necessário, avançar com processos em tribunal.

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O documento foi entregue faz duas semanas, segundo a investigadora. A RUC contactou a presidente do Conselho Geral da UC, Maria da Glória Garcia, mas por motivos de agenda, não foi possível conduzir entrevista. A RUC compromete-se a cumprir com o contraditório e realizar entrevista com a presidente assim que possível.

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