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Regulamentação da Inteligência artificial preocupa DG/AAC
Inquérito feito aos estudantes da Universidade de Coimbra revela que 80% utilizam IA para fins académicos. DG/AAC dá resposta e apresenta uma proposta de regulamentação para o uso de IA.
A 31 de março, decorreu uma conferência no Departamento de Engenharia Informática que teve como tópico central a utilização da Inteligência Artificial (IA) no âmbito académico. Na sessão, foi apresentado um manifesto que parte de uma colaboração entre a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) e o Núcleo de Estudantes de Informática da AAC (NEI/AAC).
Segundo a DG/AAC o manifesto apresentado pretende expor à sociedade portuguesa e comunidade estudantil um estudo aprofundado acerca da utilização da tecnologia emergente e o impacto que tem no Ensino Superior. O documento reflete os resultados de um inquérito feito em 2025 à comunidade estudantil, que procura compreender a perceção dos estudantes sobre as novas tecnologias.
Após os resultados do questionário, José Machado, presidente da Direção-Geral da AAC, mostrou admiração ao observar que em centenas de estudantes, 7 em 10 utilizam IA no dia a dia, e cerca de 80% utiliza ferramentas de inteligência artificial com finalidades académicas.
Para José Machado, a IA é parte não apenas do passado, como do presente e futuro. Integra o quotidiano dos estudantes e por isso a sua utilização deve ser regularizada para que atinja o potencial total.
Gustavo Alves, presidente do NEI/AAC aponta que no Departamento de Engenharia Informática (DEI), a Inteligência Artificial (IA) “já se encontra enraizada”.
O presidente do Núcleo de Estudantes sublinha ainda que já existem licenciaturas em Inteligência Artificial e ciência de dados no DEI, e que os docentes estão disponíveis a integrar estas ferramentas nas unidades curriculares.
Quanto ao problema das tecnologias emergentes, António Mendes, Diretor do DEI, concorda com o posicionamento da DG/AAc e do NEI/UC, e reflete acerca do tema.
O Manifesto propõe várias medidas a serem executadas a longo prazo, tais como a implementação de mecanismos nacionais que realizem a devida regulamentação tecnológica, a integração da IA em práticas pedagógicas, a promoção da formação de literacia em Inteligência Artificial e a criação de um grupo permanente de acompanhamento e regulação.
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