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Magna marcada por manifesto das Repúblicas e nota de repúdio à DG/AAC

Manifesto do Conselho das Repúblicas (CR), nota de repúdio da SJ/AAC à DG/AAC e apresentação do relatório trimestral da DG/AAC marcam a 3ª Assembleia Magna do mandato de Francisco Flor. A “dívida” da DG/AAC voltou a ser alvo de discussão.

Com a primeira chamada às 18h13, sem quórum suficiente para dar início aos trabalhos, a Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra (AAC) teve início às 18h31, com quórum reduzido. 

De início foi apresentada uma proposta de alteração da ordem de trabalhos, que pretendia dar espaço a um manifesto do Conselho das Repúblicas de Coimbra, subscrito por 24 Repúblicas. No texto são expostos vários problemas com que as Repúblicas se têm deparado nos últimos anos. 

Rodrigo Pereira, em representação do Conselho das Repúblicas, subiu ao púlpito para apresentar o documento. O texto realça que os Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC) não cumprem o contrato que têm com as Repúblicas no que diz respeito à quantidade e qualidade dos alimentos. O manifesto alerta também a atenção para problemas que afetam os restantes associados da Academia, tais como o alojamento estudantil. 

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O Conselho de Repúblicas afirma que a Câmara Municipal de Coimbra (CMC), as Juntas de Freguesia da Região, a DG/AAC e os SASUC são os principais culpados pela situação atual das Repúblicas, por não responderem com apoios, envolvimento ou fornecimentos alimentares suficientes. 

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O manifesto foi aprovado por unanimidade com 237 votos a favor, 0 contra e 2 abstenções. 

Dentro dos outros assuntos, a Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra (SJ/AAC) apresentou uma nota de repúdio à DG/AAC. A presidente, Rita Sousa, deu voz à nota e aponta que o trabalho da Secção é sustentado por apoios da DG/AAC e da Universidade de Coimbra (UC). No entanto, avança que os valores prometidos não estão a chegar à Secção. 

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Em resposta, José Machado mostrou-se surpreso, uma vez que o assunto já tinha sido debatido na Assembleia de Secções Culturais e Sócio-científicas (ASCS). Adiantou também que a DG/AAC ainda não recebeu nenhum apoio financeiro neste mandato, o que a torna dependente do remanescente de mandatos anteriores, e impossibilita saldar valores pendentes.

Ainda dentro dos outros assuntos, um dos pontos que gerou maior debate foi a atualização do preço dos barris de cerveja utilizados nos convívios académicos.

Úrsula Ventura, estudante da Faculdade de Letras da UC, contestou a subida de 86 para 100 euros, defendendo que esta decisão prejudica diretamente as Secções, que dependem de convívios para garantir financiamento.

Em resposta, o presidente da DG/AAC justificou o aumento com a necessidade de gerar receita e fazer face a um cenário financeiro “delicado”.

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Na discussão foi também questionada a gestão financeira da AAC e o papel de outras fontes de financiamento, como fundos europeus. 

Houve ainda críticas à possibilidade de as Secções estarem a suportar indiretamente os valores pendentes da DG/AAC, bem como dúvidas sobre a lógica de cobrança dos barris quando existem dívidas entre estruturas.

O tema acabou por seguir para votação, tendo a proposta de redução do preço dos barris sido aprovada com 109 votos a favor.

Como previsto na ordem de trabalhos, José Machado apresentou o relatório trimestral da DG/AAC. A intervenção do presidente foi marcada por um balanço positivo no âmbito financeiro, administrativo, político e desportivo das atividades realizadas. 

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 José Machado destacou a recuperação dos jardins da AAC, o sucesso do Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA) e os feitos das associações culturais e desportivas da Casa.              

A Magna pautou-se também pela participação ativa dos associados face aos documentos e propostas apresentadas. Houve ainda tempo para divulgarem as iniciativas de grupos académicos. 

A reunião encerrou com o apelo de Francisco Flor, presidente da Mesa da Assembleia Magna (MAM/AAC) à participação na próxima Assembleia de Estudantes, que vai ser realizada nos jardins da AAC, com o objetivo de relembrar e “celebrar” o antigo espírito académico.  

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