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Abril Dança Coimbra regressa com propostas de inclusão e questionamento
A cidade de Coimbra prepara-se para receber a 10.ª edição do festival Abril Dança Coimbra, que decorre entre 2 e 29 de abril. O festival terá lugar no Convento São Francisco e no Teatro Académico de Gil Vicente.
A programação de 2026 do festival Abril Dança Coimbra inclui 15 propostas que cruzam dança contemporânea, performance, oficinas e projetos comunitários. A aposta da décima edição está na diversidade de públicos.
Margarida Mendes Silva, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, não esquece a ambição de colocar Coimbra no palco da criação da dança contemporânea.
Um dos destaques vai para o projeto Rampa.3, que reúne 24 intérpretes de todo o país sob direção do coreógrafo Benvindo Fonseca, promovendo o encontro entre diferentes percursos artísticos. Apresenta-se no dia 12 de Abril, às 18horas, no Grande Auditório do Convento São Francisco (CSF).
A iniciativa reforça o sonho de, um dia, Coimbra poder vir a ter uma companhia de dança própria, lembra Margarida Mendes Silva.
O festival integra também iniciativas inclusivas, como a sessão “Dançar com Parkinson” (11-04) no Foyer do CSF, e espetáculos como “WonderLandi” (16-04) no Grande Auditório do CSF. A obra de Lander Patrick combina dança e música num tributo ao efeito da música nos seres humanos e na natureza.
O encerramento do Abril Dança Coimbra, acontece a 29 de abril no Convento São Francisco, será feito com “Bichos” de Miguel Torga, pela companhia “Dançando com a Diferença”. Uma homenagem à primeira apresentação da obra de Torga na antiga Igreja do Convento São Francisco, então ainda ruína, pelo Teatro O Bando de João Brites. Obra a que o Convento São Francisco voltou no nascimento como espaço cultural, há dez anos.
No Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), a programação destaca propostas com forte componente social e política, como “Onyx”, da coreógrafa Piny (2-4), abordando temas como migração e identidade, e o ciclo “Corpos Performáticos” (15-04), dedicado à reflexão artística contemporânea.
Sílvio Santos, diretor do TAGV sublinha a ideia da Arte como promotora da Regeneração Social.
Além dos espetáculos, o festival aposta na formação de públicos, com atividades dirigidas a escolas e famílias, e reforça medidas de acessibilidade e inclusão na dança.
A 10.ª edição do festival Abril Dança Coimbra, conta com um financiamento do Município de 75 mil euros, 30 mil dos quais destinados ao projeto RAMPA.3.
Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra
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