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Quarenta Anos, que Lindo Serviço e que Lindas Camisolas!
A Rádio Universidade de Coimbra (“RUC”) celebra este ano 40 anos, E para celebrar estas quatro décadas, a RUC e a Associação Académica de Coimbra / OAF uniram-se como só faz sentido unirem-se: com uma camisola. Não qualquer camisola. A camisola do onze destes 40 anos, votada pelos adeptos.
Votaram centenas. Discutiram-se nomes com a intensidade de quem não está a escolher jogadores, mas a defender memórias. E os adeptos falaram.
O Onze
Pedro Roma na baliza. Claro que sim. Trezentos e oitenta e seis jogos, quase quinze anos a defender a mesma baliza, duas passagens pela Briosa e um apelido que ficou para sempre colado a uma frase de bancada: “Roma para a selecção!” Scolari não o levou ao Mundial. A voz do povo de Coimbra, essa, fez justiça. Hoje entra neste onze de sonho como o guardião de sempre. Onde ele mandava, a bola não passava.
Na defesa, Cédric Soares e Dimas Teixeira nas alas. Um campeão da Taça, lateral de uma tarde inesquecível no Jamor e, claro, campeão da Europa. O outro, um lateral-esquerdo com 99 jogos e sete golos pela Briosa, que saiu do Calhabé para o Benfica e depois foi seguríssimo na grande Juventus de Marcelo Lippi dos anos 90, confirmando que Coimbra nunca mentiu a ninguém sobre a qualidade de um jogador. Dois internacionais portugueses nas alas. Um luxo.
No centro da defesa, uma dupla diferente mas fiável: João Real e Zé Castro. O primeiro, um herói do Jamor, sinónimo de solidez e leitura de jogo nos momentos de maior exigência. O segundo, produto da formação de Coimbra, que espalhou classe em terras de nuestros hermanos e passou duas vezes pela Académica, com a personalidade de quem sempre soube jogar ao mais alto nível. Ambos mereceram o voto dos adeptos. Ambos merecem este onze.
No meio campo, quatro nomes e três épocas diferentes, mas uma só forma de jogar: a certa.
Adrien Silva, o patrão daquele meio campo na caminhada para o Jamor, campeão europeu por Portugal, mas que antes de tudo isso foi simplesmente o melhor marcador da Briosa na temporada mais bonita do século. E Rocha, capitão eterno, 455 jogos, filho de uma lenda, detentor do recorde absoluto de jogos na história da Académica e de um lugar no coração da cidade que ninguém lhe tira. Em campo com a braçadeira de capitão. Como não podia deixar de ser.
Russell Latapy, o mago de Trindade e Tobago que encantou Coimbra durante quatro épocas e depois foi fazer o mesmo no Porto, no Boavista e na Escócia, onde se tornou verdadeira lenda do futebol das terras de William Wallace. Um jogador que parecia ter a bola amarrada ao pé e o adversário hipnotizado. O mago desta equipa!
Na ala, o jogador mais votado pelos adeptos. Marinho. Sempre Marinho. O nome que em Coimbra rima com Jamor. Aquela cabeçada, aquele golo, aquele grito. Não há mais nada a dizer. LENDA.
E lá na frente, dois nomes que fizeram tremer balizas e enlouquecer bancadas.
Joeano, treze golos numa época mágica, melhor marcador da Académica em 2005/2006, um matador de área que viveu um ano de sonho com a camisola preta ao peito. Aquele jogo contra o Marítimo nunca será esquecido! Quem não tem saudades de ouvir aquilo: “Joeanoooo, ooooo, joeanoooo, oooo. Joeano voltou a marcar, e pôs a Mancha a cantar. JOEANOOOOOOOOO.” Há gritos que não morrem. Este é um deles.
E claro, Dário Monteiro. Dário-GOL. Noventa e um golos entre 1996 e 2005, quinto melhor marcador da história do clube, um ídolo construído relato a relato, jogo a jogo, golo a golo. Um avançado de raça, de golo e de instinto puro. E para sempre ficará na memória o golo da subida à Primeira Liga. Um golaçooooo que ainda hoje faz arrepiar.
A Camisola
Este onze não ficou só numa imagem na internet. Ficou numa camisola.
Preta, como tem de ser. Com o escudo da Briosa e a marca da RUC. Com os nomes dos onze eleitos impressos no tecido, como se alguém tivesse escrito a história a tinta permanente. Com o ano que une tudo isto: 1986 a 2026. Com as letras que dizem XI DOS ADEPTOS, porque foi isso mesmo que aconteceu: os adeptos mandaram.
O design é de Rui Pedro Martins. A parceria é da RUC com a Académica. E o resultado é uma peça que não é só merchandising, é memória. É a prova de que quarenta anos não passam em vão, de que as vozes que relataram golos, derrotas, subidas e descidas, de que esse fio invisível que liga a rádio ao clube e o clube à cidade, tem forma, tem cor, tem nome.
Os 40 anos são da RUC. O onze é teu. A camisola é para todos.
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