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“A Última Memória de um Banqueiro” em destaque na Biblioteca Carlos Fiolhais

A relação entre literatura, justiça e consciência individual esteve em debate no passado dia 4 de março na Biblioteca Carlos Fiolhais, numa conversa dedicada ao romance de estreia da juíza Eliana Pinto.

 “A Última Memória de um Banqueiro” é o romance de estreia de Eliana Pinto, inspirado nos factos públicos do processo de Ricardo Salgado. O ex-banqueiro foi acusado de se ter apropriado de mais de dez milhões de euros do Banco Espírito Santo, em que era diretor-executivo. O caso foi alvo de grande atenção mediática uma vez que Ricardo Salgado sofre de Alzheimer e não tem consciência da sua própria condenação. 

Num diálogo conduzido por Carlos Fiolhais, com a participação da psiquiatra Ana Isabel Gomes e da autora da obra, debateu-se uma das questões centrais do romance: deve alguém cumprir pena de um crime quando já não se lembra dos atos que cometeu?

Em declarações à RUC, Eliana Pinto comenta o resultado do processo que condenou Ricardo Salgado a oito anos de prisão.

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A autora explica ainda que procurou explorar o caso na perspetiva de todos os intervenientes e  não tanto do ponto de vista jurídico. O resultado foi um retrato social, numa abordagem inspirada na literatura de Eça de Queiroz.

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Na sessão de apresentação, foram ainda debatidas as nuances e a complexidade do caso, com participação do público.  Bruno Paixão, escritor e ensaísta, fala-nos da experiência enquanto leitor e colaborador na construção da obra.

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No final da apresentação, Eliana Pinto revelou que está a trabalhar num novo romance, intitulado “A República dos Juízes”, que aborda a Operação Lava Jato — a maior investigação de corrupção já realizada no Brasil.

A apresentação da obra “A Última Memória de um Banqueiro” está integrada na programação cultural da Biblioteca Carlos Fiolhais. A próxima apresentação será dia 11 de março.

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