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Investigador da UC desenvolve tecido anti-vírus e bactérias

Investigador da universidade de Coimbra criou um tecido que elimina vírus, bactérias e fungos. O projeto recebeu o financiamento da Fundação Santander e já tem diversas empresas interessadas.

Fábio Ferreira é investigador e professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Concorreu a um Concurso da Fundação Santander que tinha como objetivo financiar projetos “fora da caixa” em diversas áreas. Os projetos são avaliados e selecionados por um júri internacional. O projeto intitulado “safe-tex”, criado pelo professor da FCTUC foi um dos escolhidos.

Fábio Ferreira, professor de engenharia , é especialista na área de revestimentos atómicos, um tipo de revestimento 100 vezes mais fino que um cabelo humano. A tecnologia já é conhecida e usada em vertentes como processadores de telemóvel e óticas de carro.

Com o objetivo de levar a tecnologia para a área da saúde, o investigador aplicou-a em tecidos. Ao microfone da RUC, o lider do projeto explica como funciona o tecido.

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A ideia surgiu na altura da pandemia com a problemática das mascaras, que para além da parte ambiental, não tinham a devida eficácia na parte anti-vírica. O projeto pretende ser a solução para evitar a transmissão de vírus, bactérias, fungos e diminui o descarte excessivo de resíduos biológicos. O investigador pretende usar a tecnologia para os têxteis hospitalares, desde lençóis das camas dos pacientes às fardas dos médicos. Fábio Ferreira sublinha que a vantagem do safe-tex é grande.

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O projeto conta com uma equipa de micro-biologia e tem parceria com o Instituto Português de Oncologia (IPO). Já foram realizados testes laboratoriais de eficácia e os  resultados foram positivos. As expectativas do líder são grandes.

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Ainda não foram divulgadas datas para quando o produto vai avançar para o mercado, embora o investigador já esteja em contacto com varias empresas interessadas.

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