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Depressão Leonardo intensifica o risco de cheias na região de Coimbra
Após a passagem da depressão Kristin, a depressão “Leonardo” está a afetar o país e é marcada por chuvas fortes. A região de Coimbra está sob aviso laranja e a dar resposta à subida do caudal do Mondego, que coloca em risco várias regiões do distrito.
Com o plano distrital já ativado, a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) fez a 5 de fevereiro, em conferência de imprensa, um balanço dos efeitos da depressão “Leonardo”. De acordo com informações partilhadas pela agência LUSA, quedas de muros e árvores, deslizamento de terras, inundações e o rebentamento de diques, são algumas das preocupações da autarquia, segundo afirma Ana Abrunhosa, presidente da CMC.
Em entrevista à RUC, Nuno Seixas, 2.º comandante Sub-Regional da Região de Coimbra da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), partilha mais informações sobre os efeitos do mau tempo na cidade. Explica que a subida do caudal do rio Mondego é motivada pelos sucessivos dias de chuva, que conduzem ao aumento das bacias hidrográficas. As descargas efetuadas pelas barragens espanholas também contribuíram para este efeito. O responsável da proteção civil avança também que, durante a tarde de 5 de fevereiro, a pressão do rio esteve controlada.
Em Coimbra, várias vias já foram cortadas, entre as quais a A14, o ip3 e a nacional 111, bem como a estrada do Campo na margem esquerda do rio, desde a Ponte Açude até ao limite do concelho, por questões de segurança.
Nuno Seixas sublinha, no entanto, que mesmo com várias ocorrências e zonas sem energia elétrica, há vários dias, o maior risco já foi ultrapassado.
O responsável indica que, no momento, os concelhos em maior risco são Coimbra, Montemor-o-Velho, Soure e Figueira da Foz. Destaca também que a população deve manter-se alerta e deixa várias recomendações, que dão resposta à tendência de subida do nível das águas do rio.
A proteção civil e restantes entidades estão no terreno há vários dias a acompanhar e a dar resposta aos constrangimentos. No total são mais de 100 operacionais, divididos por 3 setores ao longo das margens do Mondego. A autarquia avançou também que, até dia 11 de fevereiro, vai continuar sempre ativa nas áreas críticas. No próximo sábado o país volta a ser afetado, desta vez pela tempestade atlântica Marta, segundo informações da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
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