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Precariedade dos investigadores em debate na Assembleia Geral dos Trabalhadores da UC
A precariedade dos contratos de trabalho dos investigadores da Universidade de Coimbra (UC), a integração da Escola Superior de Enfermagem na UC e os problemas de mobilidade estiveram em destaque na última Assembleia Geral dos Trabalhadores da UC, a respeito do mandato 2022-2026.
A Assembleia Geral de Trabalhadores da Universidade de Coimbra, conduzida pelo coordenador da Comissão de Trabalhadores, António Trindade, e pelos secretários Filipe Rocha e Daniel Murta, fez um balanço do trabalho desenvolvido pela comissão e pelas subcomissões de trabalhadores ao longo de 2025, bem como a análise da atuação dos representantes dos trabalhadores nos órgãos estatutários da Universidade de Coimbra.
A reunião contou com a participação de cerca de 50 trabalhadores, que manifestaram as suas preocupações e debateram as principais dificuldades que enfrentam no seu quotidiano enquanto trabalhadores da UC.
Ao microfone da RUC, António Trindade, fez um balanço positivo dos últimos quatro anos, destacou alguns dos principais objetivos alcançados e manifestou a vontade de continuidade do trabalho, num próximo mandato.
O debate sobre a precariedade dos contratos de trabalho dos investigadores da Universidade foi assunto de destaque. Steve Catarino, investigador na área da Medicina há mais de 20 anos — 14 dos quais como doutorado —, acusa a Universidade de Coimbra de não cumprir a lei no que diz respeito à integração nas carreiras.
Segundo o investigador, a resposta recorrente da reitoria tem sido “negar as aspirações dos investigadores” e sublinha ainda que, para além da investigação científica, estes profissionais acumulam funções letivas e de apoio aos alunos.
A integração da Escola Superior de Enfermagem na Comissão de Trabalhadores da UC foi também celebrada ao longo da sessão. De acordo com António Trindade, esta é uma fusão benéfica para a comissão.
Durante a intervenção inicial, Filipe Rocha abordou a possibilidade da criação de uma Comissão Coordenadora do Ensino Superior, em conjunto com outras Universidades. António Trindade esclareceu os pormenores.
Na sessão, foram ainda discutidos os problemas de mobilidade que os trabalhadores enfrentam diariamente, na sua deslocação para os respectivos locais de trabalho. Algumas das queixas mencionaram os constantes atrasos dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC), o acesso ao Polo 2 e as dificuldades de estacionamento.
As eleições para o próximo mandato da Comissão de Trabalhadores da Universidade Coimbra estão previstas para decorrer entre fevereiro e março.
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