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A Associação Académica de Coimbra pretende reunir com António Guterres
A Associação Académica de Coimbra fez uma Conferência de Imprensa ontem às 11h, onde deixou clara a posição geopolítica da Academia através de uma carta aberta dirigida a António Guterres. O objetivo do envio da Carta é a possibilidade de haver uma reunião com o Líder da ONU.
José Machado, presidente da Associação Académica de Coimbra, apontou que não “basta apenas assistir- há que agir” e salientou que com o apoio de António Guterres é possível “construir um Mundo melhor, seguro e livre”.
À conversa com a RUC, José Machado reconheceu que a Academia não tinha um posicionamento político “conciso e objetivo” a cerca da atualidade no mundo há vários anos. O presidente mencionou não só o momento que a Venezuela vive, como também eventos que, a seu ver,por vezes são “empurrados para segundo plano”.
O porta-voz dos estudantes acredita que existe uma redução de interesse por parte da juventude em relação à situação geopolítica do mundo e destacou que a Académica não é apenas a voz do ensino superior português, como também é da juventude portuguesa.
O presidente acrescentou ainda o desejo que a manifestação política da AAC inspire outras Academias estudantis e que conta com o apoio das restantes instituições.
José Machado admitiu que seria uma grande conquista para a Academia colocar o chefe das Nações Unidas frente a frente com os estudantes, no entanto afirmou que o mais importante neste momento é a realização do encontro de ambas as partes.
O presidente afirmou que existe uma responsabilidade maior por parte da Académica de promover uma aproximação entre a Academia e António Guterres, tendo em conta o título de Honoris Causa que foi atribuído ao Secretário Geral das Nações Unidas pela instituição.
A Associação Académica de Coimbra terminou a carta com a reflexão que o ensino superior e a juventude devem estar “no cerne da solução para os atuais desafios globais”.
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