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Trabalhadores contestam pacote laboral e Montenegro anuncia nova linha do Metrobus

Vários trabalhadores de Coimbra dirigiram-se à inauguração da nova linha do Metrobus para entregar um documento ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que alerta para a insatisfação dos trabalhadores com o pacote laboral do Governo.

Ao microfone da RUC, Luísa Silva, coordenadora dos Sindicatos de Coimbra da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), revela que a adesão à greve geral da passada quinta-feira (11/12),  passou as expectativas com mais de três milhões de trabalhadores a aderirem.

A coordenadora afirma que vários trabalhadores se dirigiram ao encontro do primeiro-ministro na abertura da nova linha do Metrobus para que o governo perceba a posição dos trabalhadores.

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Luísa Silva sublinha que não esperam um impacto imediato, mas esperam que Montenegro veja o documento que mostra que os trabalhadores estão contra os pacotes laborais.

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A coordenadora critica ainda o projeto do Metrobus, pois considera que o novo autocarro não resolve a falta de transportes para a população. 

Afirma que a obra apenas tem sido “uma destruição da ferrovia”.

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 Sobre as condições dos trabalhadores do MetroBus, Luísa Silva alerta para os riscos.

Apesar de receberem salários ligeiramente mais altos que os trabalhadores da SMTUC, trabalham mais horas e, por isso, não compensa. 

“Existe o perigo que as condições sejam as mesmas”, refere a coordenadora.

Metrobus influencia “qualidade de vida das populações e contribui para a sustentabilidade”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, garante que o Metrobus é um projeto com grande potencial, capaz de melhorar a qualidade de vida, aumentar a sustentabilidade e economizar tempo na mobilidade. 

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Luís Montenegro anunciou que no Conselho de Ministros de dia 17 de dezembro, vão ser discutidos novos projetos de infraestruturas que prometem reforçar a rede viária e melhorar a mobilidade na região. 

Entre eles, destaca-se a duplicação do troço do IP3 entre Souselas e Penacova, a ligação a autoestradas próximas e a segunda fase da linha de alta velocidade entre Oiã e Soure.

Montenegro revelou ainda planos para alargar o Metrobus para Braga, Aveiro e Leiria, reforçando a rede de transportes públicos intermunicipal. 

O governante sublinha que o investimento de 200 milhões de euros no projeto não deve ser visto como um gasto, mas sim  como uma aposta estratégica que se possa reproduzir no futuro com capacidade gerar mais riqueza na economia portuguesa.

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Quinze anos após o fim da linha rodoviária, o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) entre Coimbra e Serpins funciona de novo.

Na inauguração do trajeto, Ana Abrunhosa, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, salientou o papel da ligação Coimbra- Lousã para a coesão territorial.

O início das operações significa ligar o interior ao centro urbano, o que permite uma maior igualdade entre as pessoas que dependem do serviço de transporte.

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No discurso, a autarca agradeceu aos anteriores Presidentes da Câmara Municipal de Coimbra, bem como a todas as entidades envolvidas no processo de melhorar a mobilidade na cidade de Coimbra.m

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