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Debate da DG/AAC coloca Úrsula Ventura e José Machado em confronto direto

Festa das Latas, propinas e programa eleitoral foram temas de destaque no debate entre os candidatos à Direção Geral da Associação Académica de Coimbra. (DG/AAC). Frente a frente, Úrsula Ventura, da lista “Avançamos pela Académica” e José Machado, da lista “Académica de Compromisso!” discutiram as propostas dos projetos que encabeçam. 

No auditório da reitoria, ambos os cabeças de lista explicaram que tencionam aproximar a Academia dos estudantes. Sobre a propina, José Machado refere que, mesmo após o governo recuar no descongelamento, continua a defender o ensino superior universal e gratuito, caso seja eleito.

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Úrsula Ventura apoia um maior financiamento do ensino superior. A candidata explica que, com tal aumento, seria possível eliminar a propina de forma absoluta.

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Ao debater sobre a requalificação do edifício da Associação Académica de Coimbra (AAC), a candidata da lista A assinalou que foi estabelecido um diálogo tardio com as secções da Casa, por parte da atual Direção Geral. Manifesta que as estruturas deveriam ter tido uma maior participação no projeto apresentado. Defende também que os jardins da AAC devem ser requalificados, com o apoio do grupo ecológico e que o bar deve ser gerido por estudantes. A candidata indica ainda que a atual administração conta com uma dívida de um milhão de euros, que pretende gerir caso seja eleita.

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Sobre a requalificação, José Machado recorda que a intervenção no edifício já iniciou e que o projeto foi apresentado. Mostrou não estar de acordo em relação à auscultação tardia das estruturas, apontada por Úrsula Ventura. Justifica a afirmação ao explicar que existiu diálogo com as secções, no início do ano letivo. Indica ainda que garantir a acessibilidade ao edifício é uma prioridade.

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Quando questionados acerca da Festas das Latas e Imposição das Insígnias de 2025, os candidatos apresentaram posições semelhantes: ambos afirmaram que os núcleos de estudantes e grupos académicos devem ser mais valorizados em futuras edições do evento. O candidato da lista “Académica de Compromisso!” comentou também que não existe interesse económico na organização da celebração e que o foco deve estar nos estudantes e na Academia.

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Em relação ao balanço da Festa das Latas, José Machado afirmou que tal só é possível após ser divulgado o relatório de contas. Úrsula Ventura, considerou a organização “trágica” e vincou que deve existir uma maior preparação da comemoração.
No que diz respeito ao financiamento das campanhas, ambos rejeitam apoio político-partidário ou de empresas privadas e afirmam que o material oferecido aos estudantes é resultado do trabalho de todos os integrantes dos projetos. O auditório fez-se ouvir quando Úrsula Ventura acrescentou que as últimas administrações falharam e deixaram dívidas pendentes, algo que pretende interromper caso seja eleita.

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No final, foi estabelecida uma nova dinâmica, que permitiu a ambos os candidatos colocarem uma questão direta ao adversário. A cabeça de lista do projeto “Avançamos pela Académica”, relembrou a edição da festa das latas de 2025 e a ausência da DG/AAC na manifestação de 28 de outubro, contra o aumento das propinas. A José Machado perguntou: “sentes-te confortável em encabeçar um projeto de continuidade do falhanço, ou não te revês como vice-presidente da Direção Geral?”
Como resposta, o academista explica os moldes da sua candidatura. Afirma que o projeto que encabeça vai além da continuidade e procura responder aos problemas da associação, sem se fechar em interesses próprios.

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Acrescenta ainda que o projeto que encabeça é plural e incorpora candidatos de diferentes faculdades e órgãos da Casa.
Ao fazer a questão, o cabeça de lista apontou incongruências no programa eleitoral da lista A. Como exemplos, refere a integração no Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA), que já foi feita há um ano, e o plano de requalificação da AAC, já apresentado. A questão que coloca a Úrsula Ventura é “como pretendes conquistar a confiança do eleitorado, quando não demonstras um conhecimento de base da nossa Casa?”.
A candidata defendeu o programa eleitoral apresentado pela lista A. Explica o porquê de integrar os pontos que José Machado aponta como “propostas não praticáveis”.

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Sobre o conhecimento da AAC, acrescenta que participa de forma ativa em atividades e secções académicas e que frequenta Repúblicas e espaços culturais com frequência.
No final da dinâmica, ambos os participantes tiveram lugar para apelar ao voto e destacar os principais pontos do programa eleitoral apresentado.
Ao longo da noite, foram ainda debatidas outras temáticas como ação social, alojamento estudantil, Repúblicas, saúde mental, assembleias das secções culturais e socio científicas (ASCS) e desporto universitário.
A moderação coube aos órgãos da casa – RUC, jornal universitário A CABRA e televisão da Associação Académica de Coimbra.

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