![[object Object]](/cdn-cgi/image/width=1920,quality=75,format=auto,onerror=redirect/https://bucket.ruc.pt/wp-content/uploads/2025/11/16120112/IMG_20251115_1533332-scaled.jpg)
Eva Queiroz e a invisibilidade criativa das mulheres que trabalham no cinema e no audiovisual
No âmbito da exposição “Nem Musa. Nem Sombra”, com curadoria de Tathiani Sacilotto dedicada às mulheres do cinema e do audiovisual, a diretora de casting Eva Queiroz de Matos falou com a RUC sobre o seu percurso e sobre a natureza discreta do trabalho que desenvolve há mais de uma década.
A fotografia que a representa na mostra do Festival Caminhos do Cinema Português foi captada durante uma sessão de escolha de elenco para um filme publicitário. Eva Queiroz explica que este momento é raramente documentado. A seleção de elenco decorre na fase de pré-produção, num ambiente quase solitário, envolvendo apenas ela, um editor e o ator. “O making of não vai ao casting”, resume, justificando a escassez de registos visuais deste processo.
Formada em Jornalismo, Eva descobriu o mundo das produtoras quando experimentou televisão em Lisboa. Entrou primeiro para a produção e, mais tarde, especializou-se em direção de casting. Trabalha na Krypton, uma das maiores produtoras de publicidade em Portugal, onde colabora em campanhas para grandes marcas como Vodafone, NOS ou McDonald’s.
Paralelamente, mantém uma ligação ao cinema através da parceria com o realizador António Ferreira, para quem selecionou o elenco das longas “Bela América” e “A Memória do Cheiro das Coisas”. Esta última encontra-se a concurso na 31.ª edição do Festival Caminhos.
Para Eva Queiroz de Matos, publicidade e cinema são linguagens complementares. A primeira envolve várias camadas de decisão, cliente, agência criativa e realizador, enquanto o cinema permite seguir mais diretamente a visão do autor.
Na exposição, a sua fotografia surge ao lado da jornalista e realizadora de documentários Diana Andringa. Distinção que honra Eva Queiroz de Matos, que vê no gesto prova da força contínua das mulheres no audiovisual: “Já deram cartas. Não há nada a provar.”
Entre 2010 e 2012, Eva Queiroz de Matos foi também diretora da Revista Via Latina, publicação da Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra. A exposição “Nem Musa. Nem Sombra” inaugurou ontem no Estúdio 1 da Casa do Cinema de Coimbra, no Avenida.
PARTILHAR:


