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Apura traz 42 propostas e quatro palcos para pôr Coimbra a celebrar cultura ‘underground’
Festival Apura regressa a Coimbra com a ambição de transformar a zona do Pátio da Inquisição e do Jardim da Cerca de São Bernardo num verdadeiro “Bairro dos Ofícios”, espaço de encontro entre memória histórica e criação artística contemporânea.
Organizado pela Associação Cultural Apura, em parceria com a Câmara Municipal de Coimbra, o Festival vai ter como parceiros centrais o Centro de Artes Visuais, Escola da Noite, Jazz ao Centro Clube e Blue House.
O Apura apresenta uma programação gratuita e multidisciplinar que reforça o papel da cidade na cultura emergente nacional.
42 propostas artísticas e quatro palcos
A edição deste ano inclui 42 propostas, entre as quais 21 concertos, sendo 16 estreias absolutas em Coimbra. O programa conta ainda com três criações originais em residência artística, conversas com agentes culturais e instalações visuais e sonoras.
Os eventos distribuem-se por quatro palcos principais: Centro de Artes Visuais, Cerca de São Bernardo, Jardim de São Bernardo e República da Praça, esta última parceira do festival desde 2018. Por lá vão passar 15 artistas convidados.
Entre os destaques da programação estão as Árpyies, com uma proposta para o público mais jovem, e a performance inédita K, de Matthieu Ehrlacher. Bernardo rocha da Associação Apura destaca também o coletivo Profound Whatever, grupo do Fundão, em residência no Museu da Música de Coimbra.
Cultura ‘underground’ em evidência
O festival procura dar visibilidade à cultura alternativa e ‘underground’, muitas vezes ofuscada pela tradição académica da cidade. Para a organização, Coimbra precisa de “20 ou 30 Apuras” para afirmar a diversidade cultural existente.
A Câmara Municipal considera o evento uma “iniciativa de alcance estratégico”, sublinhando o seu papel no apoio a jovens agentes culturais e na promoção de projetos experimentais.
“O Apura traz uma paisagem artística menos visível para o campo da visibilidade e cria novas formas de usufruto do espaço público”, afirmou Rafael Nascimento, da Divisão de Cultura da autarquia.
Rede de parceiros e apoios crescentes
Além do município, o festival conta com o apoio da Direção-Geral das Artes, da CCDRC, do Jazz ao Centro Clube, do Salão Brasil, do Teatro Académico Gil Vicente e da Casa das Artes Bissaya Barreto, entre outros.
O investimento municipal tem crescido: 6 mil euros em 2023, 8.900 em 2024 e 10 mil em 2025. A jovem associação organizadora, criada em 2022, conquistou também financiamento da DGArtes, sinal de profissionalização do projeto, enalteceu Rafael Nascimento.
Com este festival, a cidade afirma-se como um espaço de experimentação e encontro artístico, ligando movimentos locais e nacionais.
“O Apura é um ponto de encontro” destaca Bernardo Rocha.
De 25 a 27 de setembro o bairro dos Ofícios instala-se na Cerca de São Bernardo durante o dia e de noite ruma à República da Praça onde cada dia encerra com APUROS, CIGA239 e BORA BULIR. Pode encontrar toda a programação aqui.
Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra | Nuno Ávila
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