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Manifesta de 2028 em Coimbra promete Arte, Memória e Transformação

Exposição compromete-se em mexer com a cidade através da arte e da sustentabilidade. A iniciativa terá dois grandes eixos: a reconversão florestal com espécies nativas da região e foco na Rua da Sofia, património da UNESCO que há muito carece de revitalização.

Carlos Antunes, diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), manifestou vontade de que a Manifesta não seja apenas um evento efémero, mas uma verdadeira “locomotiva” para a regeneração urbana e cultural da cidade.

Recordou ainda que a Rua da Sofia foi, em tempos, uma das mais importantes da Europa, berço dos colégios universitários, e sublinhou a tradição de convivência entre culturas que marcou a história de Coimbra. A preocupação do diretor do CAPC está no “pós Manifesta”.

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A diretora da Manifesta, Hedwig Fijen, esclareceu que o projeto vai além da programação cultural. A exposição pretende deixar marcas materiais, como a recuperação de espaços, e também um legado imaterial, através da participação ativa da população. Estão previstas consultas públicas para que os cidadãos contribuam diretamente para o desenho do futuro urbano e artístico da cidade.

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Em cidades por onde passou a exposição nómada deixou intervenção urbana, como exemplo, a diretora lembrou Barcelona, onde a passagem da Manifesta deixou um impacto duradouro com edifícios adquiridos e ampliados pelo governo.

O modelo de trabalho envolve artistas, arquitetos, ecologistas, sociólogos e outros especialistas, garantindo que as propostas respondam às necessidades locais, garante Hedwig Fijen.

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Para Coimbra, o horizonte é igualmente ambicioso. O presidente da Câmara Municipal, José Manuel Silva, gostaria de que a cidade tivesse um Quarteirão das Artes entre a Rua da Sofia até à Rua da Manutenção Militar. O assunto já foi abordado no passado pelo autarca.

José Manuel Silva expressou satisfação com a presença da Manifesta em Coimbra e confessou mais preocupação com o caminho até à concretização da exposição em 2028.

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A Universidade demonstrou abertura para colaborar com a Manifesta, sobretudo através do Departamento de Arquitetura, mesmo sem perspetiva imediata de criar uma Faculdade agregadora das Artes. O vice-reitor da Universidade de Coimbra para a Cultura e Ciência Aberta, Delfim Leão, assegurou que daqui a três anos, em 2028, “as Artes na Universidade de Coimbra, com a Arquitetura à cabeça,  tenha a robustez bastante para ser equivalente a uma das Faculdades mais fortes da instituição”.

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O projeto envolve ainda os 19 municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e conta com o financiamento governamental de quatro milhões de euros, cerca de metade do orçamento previsto. Coube à ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, a representação do Governo na cerimónia. A governante enalteceu os méritos da Manifesta.

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Mais do que uma exposição de arte contemporânea, a Manifesta 2028 pretende afirmar-se como catalisador da renovação artística, urbana e social da cidade, projetando Coimbra para além das fronteiras locais e nacionais.

Criada em 1990, a Manifesta é uma exposição nómada de arte contemporânea que se realiza a cada dois anos em diferentes cidades europeias. Coimbra receberá a 17.ª edição do evento, com o desafio de unir arte, memória e inovação urbana.

A apresentação da Manifesta de 2028 decorreu ontem nos Claustros do Colégio da Graça onde funciona a Delegação de Coimbra da Liga dos Combatentes.

Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra

 

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