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15.09.2025POR Isabel Simões

MetroBus, habitação e segurança aquece frente a frente entre José Manuel Silva da Coligação Juntos Somos Coimbra e Maria Lencastre do Chega

MetroBus foi um dos temas mais aceso. O atual presidente defendeu-o como “sistema de transporte de primeiro nível”, enquanto a candidata do Chega o considerou insuficiente e penalizador para estudantes, uma vez que não chega ao Polo I e Polo II da Universidade de Coimbra e freguesias periféricas.

A Rádio Universidade de Coimbra iniciou debates a dois para as Eleições Autárquicas de 2025. Esta segunda-feira o atual presidente da Câmara Municipal de Coimbra e recandidato pela coligação Juntos Somos Coimbra, José Manuel Silva, encontrou-se com Maria Lencastre, candidata do Chega. O encontro centrou-se em temas como mobilidade, habitação e segurança.

Balanço do mandato

José Manuel Silva abriu o debate destacando os quatro anos de governação como um período de transformação para Coimbra. Sublinhou avanços na mobilidade com a introdução do MetroBus, na reorganização da Câmara e na aposta na educação, nomeadamente com a criação do centro TUMO, dedicado à formação tecnológica de jovens. “Coimbra tem hoje novas dinâmicas em todos os setores e mais atratividade”, afirmou, destacando também a recuperação de escolas e projetos de urbanismo.

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Já Maria Lencastre traçou um diagnóstico muito diferente: “Ficou tudo por fazer. Coimbra está ainda pior do que estava”. Para a candidata do Chega, os problemas de transportes, escolas e equidade no acesso ao ensino não foram resolvidos. Criticou ainda a execução das obras do MetroBus, que, na sua visão, complicaram a circulação automóvel sem oferecer uma solução eficaz para os estudantes e para a população residente nas freguesias periféricas.

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Mobilidade e transportes

O MetroBus foi o ponto mais quente do debate. Enquanto José Manuel Silva o defendeu como “um sistema de transporte de primeiro nível”, Maria Lencastre insistiu que o projeto não serve os estudantes da Universidade de Coimbra nem populações como as de São Silvestre. Para o Chega, seria preferível reforçar a rede de autocarros e alargar a cobertura às zonas mais afastadas.

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O presidente contrapôs, acusando a adversária de contradição: “É contra o MetroBus, mas depois quer que ele vá a todo lado”. Defendeu ainda que a Câmara está a investir em 39 novos autocarros para os SMTUC e a assegurar o passe gratuito do sistema intermunicipal (Busway) para os residentes em freguesias limítrofes.

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Habitação

No campo da habitação, Maria Alencastre propôs a reabilitação de edifícios devolutos na Baixa, Alta e freguesias rurais, com criação de um gabinete municipal que media a relação entre proprietários e Câmara. Acusou o executivo de prometer fundos de reabilitação sem resultados visíveis.

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Já José Manuel Silva garantiu que a Câmara está a intervir no mercado com a construção de 300 novas habitações municipais, a reabilitação de 200 fogos e projetos de arrendamento acessível em parceria com o IRHU o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. Reconheceu, no entanto, que muitos projetos carecem de tempo e burocracia para se concretizar: “Os próximos quatro anos vão ser um grande período de crescimento da habitação em Coimbra”.

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Segurança

O tema da segurança trouxe novas divergências. A candidata do Chega defendeu o regresso da segunda equipa de intervenção rápida da PSP, mais iluminação em zonas críticas, câmaras de vigilância e um posto policial em São Martinho do Bispo. “Não posso ter medo de passar na Baixa às seis da tarde”, afirmou.

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José Manuel Silva respondeu sublinhando que estão em curso projetos de videovigilância, a transformação da iluminação pública em LED e o reforço da Polícia Municipal. Admitiu, contudo, que há falta de efetivos da PSP e defendeu a valorização da profissão para atrair novos agentes.

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Mensagens finais

Na intervenção de encerramento, José Manuel Silva apelou ao voto com a promessa de manter as “novas dinâmicas” na cidade e transformar Coimbra no “concelho mais dinâmico do país”. Destacou o crescimento da população, a criação de empregos e a atratividade cultural e turística.

Já Maria Lencastre insistiu na proximidade: “A cidade não é só o centro. Há idosos, crianças e freguesias rurais que não podem ser esquecidas. Coimbra precisa de uma Câmara de proximidade”.

O próximo debate na RUC está marcado para 17 de setembro, às 09h00, juntando José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, e novamente José Manuel Silva, da coligação Juntos Somos Coimbra.

 

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