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Xavier Viegas: “2025 entre os anos mais secos da década” na Região Centro
Análise de dados do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais revela que o verão de 2025 é dos mais secos das últimas décadas.
Equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) está a estudar indíces que justificam o risco de incêndio elevado.
A equipa do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) parte de dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da análise do índice de secura na região centro, para analisar o risco de indêndio. De acordo com Domingos Xavier Viegas, diretor do CEIF, a conclusão é de que os dados de 2025 são semelhantes aos dos anos em que o perigo foi mais significativo.
O especialista reforçou a importância de analisar o índice de secura, indicador que recorre a um modelo canadiano para compreender o estado do solo.
Segundo o investigador, os combustíveis naturais secam e ficam mais vulneráveis ao fogo. Com a sucessão de dias sem chuva, mesmo os combustíveis com maior resistência, como os arbustívos, acabam por secar.
Xavier Viegas explicou também que a Universidade de Coimbra conta com um programa de medição do teor de humidade dos combustíveis da floresta. O projeto examina o nível de humidade de materiais da serra da Lousã. As amostras, recolhidas com regularidade, permitem analisar o nível de secura na região centro e norte de Portugal.
A propagação de incêndios só pode ser travada com o aumento da humidade, chuva e com o cuidado de todos os cidadãos, sublinha também o especialista. O professor da Universidade de Coimbra alerta ainda para o risco de reacendimento, muito elevado este ano.
Xavier Viegas lembra que os dados apresentados incidem apenas sobre a região centro do país e que outras regiões do país apresentam condições mais graves.
Com Agência Lusa
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