
Investigadores da UC envolvidos em projeto inovador para o tratamento de linfomas
Equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) está integrada num consórcio europeu para compreender o microambiente dos linfomas de células T. O projeto “ImmuneT-ME” vai colmatar a necessidade de novos tratamentos para a doença.
A iniciativa parte da Universidade de Leipzig, na Alemanha, e procura estabelecer prognósticos e diagnósticos para o tratamento de linfomas raros e por vezes únicos. Na investigação, estão envolvidas instituições de ensino e de investigação de sete países europeus, sendo a Universidade de Coimbra (UC) pioneira a nível nacional. A equipa do Interrogation of the immune-microenvironment of T-cell malignancies (Immune T-ME) já se reuniu a nível nacional e internacional para organizar trabalhos.
Ana Bela Sarmento Ribeiro, líder da equipa portuguesa do ImmuneT-ME, explicou em que consistem os linfomas de células T, menos comuns que os linfomas de células B.
A especialista acrescentou ainda que o projeto vai permitir aumentar a precisão nos diagnósticos e prognósticos da doença. Com o aumento vai-se tornar possível determinar o perfil dos tumores de cada um dos doentes, o que possibilita um tratamento mais direcionado e personalizado.
Em entrevista, explicou a necessidade de identificar e validar biomarcadores, que consistem em genes, ácidos, proteínas e outras substâncias presentes nas células, para tornar o tratamento mais eficiente. Ana Ribeiro acrescentou que a função da equipa portuguesa é a de validar os biomarcadores, distinguidos por investigadores de outras instituições, testando-os em doentes.
O consórcio, que iniciou funções em julho, vai permitir o aumento da possibilidade de sobrevivência dos doentes, caso suceda no estudo do microambiente que envolve a célula neoplásica (célula que sofreu alterações genéticas). O projeto, em Portugal, é financiado em parte pela Comunidade Europeia e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro.
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