[object Object]
05.08.2025POR Luís Pereira

Rocketmen arrancou sob calor intenso e sons para todos os gostos

O calor e a hora a que decorreram os primeiros concertos limitaram a afluência inicial do público. A noite trouxe um admirável jogo de luzes no jardim e diversidade musical com destaque para Marta Ren e a homenagem a Sara Tavares.

ROCKETMEN – DIA 1 – 31 de julho

A partir das 18 horas, a Sereia começava a receber os primeiros concertos, ainda com o sol a castigar com um calor intenso tanto as bandas como o público, que mesmo assim diziam presente. À noite, o cenário transformava-se, as luzes do palco projetavam-se na copa das árvores e iluminavam a antiga cascata que não passa despercebida a quem entra no jardim, criando um ambiente raro de se ver. Foram 15 as bandas que fizeram parte do cartaz do festival distribuídas por três dias, de 31 de julho a 2 de agosto.

Coube aos brasileiros Asfixia Social abrir o festival, numa quinta-feira às 18h, perante um público ainda muito reduzido, concentrado maioritariamente do lado direito do recinto para fugir ao sol e ao calor. Nascida em São Paulo, a banda mistura punk rock, rap, ska, metal e ritmos brasileiros, e não deixou de incluir no alinhamento mensagens políticas, entre elas palavras de apoio à Palestina. Apesar da plateia pequena, o grupo compensou com uma atuação intensa, liderado pelo vocalista Kaneda Mukhtar, que chegou a descer até junto do público, para pedir que cantassem junto com ele numa tentativa de contagiar os presentes com a sua música.

Com o sol a pôr-se lentamente, embora o calor ainda se fizesse sentir, Kate Clover subiu ao palco acompanhada pela sua banda, todos de óculos escuros e vestidos em tons de preto e branco. O público começava a encher a zona frente ao palco e ocupava já toda a área destinada aos espetadores. O concerto ganhou força especial em Pleasure Forever, do álbum Bleed Your Heart Out, um grande tema executado na perfeição que fez o jardim vibrar.  O concerto encerrou com Follow My Heart, do mesmo disco. Apesar da qualidade da atuação e da entrega em palco, a assistência manteve-se modesta para receber artistas que mereciam mais gente a ouvi-los.

Entrevista a Kate Klover realizada antes do concerto.

Pelas 21h30 chegaram as percussões dos ugandeses Arsenal Mikebe e HHY. Formado por Ssentongo Moses, Dratele Epiphany e Luyambi Vincent de Paul, os Arsenal tem um estilo intenso de percussão que marcou muitos dos que assistiram a este espetáculo.

Marta Ren foi um dos pontos altos da noite, num concerto marcado pela energia característica da sua música. Do alinhamento fizeram parte Smiling Faces e So Long, temas do álbum Stop, Look, Listen, que arrancaram aplausos calorosos. Apesar de ter admitido, durante o espetáculo, que prefere falar pouco entre canções para evitar redundâncias, não deixou de partilhar uma novidade, a estreia absoluta de Baby Don’t Waste My Time, tema que, contou, nasceu de forma quase instantânea, um sopro de inspiração que Marta Ren confessou que nem sempre lhe acontece. O fecho do concerto trouxe um momento emotivo, com uma homenagem sentida a Sara Tavares, “uma artista que nunca pode ser esquecida”, disse Marta Ren, antes de terminar o seu concerto com uma interpretação que uniu By Your Side de Sade e Coisas Bunitas de Sara Tavares, com o Jardim da Sereia a juntar-se à homenagem.

Entrevista a Marta Ren realizada após o soundcheck.

A fechar a noite esteve o belga Landrose que com a sua bateria e música eletrónica acrescentou diversidade ao cartaz do festival.

PARTILHAR: