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Camilo Triana mais um cafetero a vestir de negro: o sangue cafetero voltou
A Académica volta a apostar no sabor colombiano e apresenta Camilo Triana como o mais recente ‘cafetero’ a trajar de negro.
A Académica volta a falar espanhol com sotaque colombiano. A chegada de Camilo Triana, avançado de 1,90 m, traz novo fôlego à frente de ataque e renova a tradição de sangue sul-americano no Calhabé. Camilo Triana chega a Coimbra com a missão de marcar golos e deixar o seu nome no imaginário da Briosa. Mas antes dele, cinco colombianos já pisaram o relvado do Calhabé com o losango ao peito. Lembram-se de todos?
☕ Ricardo “El Gato” Pérez
Prometia mundos e fundos. Veio com cartel (dois jogos pela Colômbia, um golo) e jogava com uma mítica “chuteirinha dourada” nos pés. Mas foi sol de pouca dura. Fez seis jogos pela Académica e passou quase despercebido. A lenda diz que “El Gato” prometia rugir, mas acabou por miar. Fiasco? Certamente. Mas com aquele charme sul-americano que nunca passa despercebido. Depois de pendurar as chuteiras, foi o 22.º presidente do América de Cali e ainda tentou a sorte como ator, modelo e apresentador. Uma vida lendária? Sem dúvida. Em Coimbra, nem uma nota de rodapé merece. A não ser, talvez, pela sua magnífica chuteirinha dourada.
☕ Néstor Álvarez
Potente, forte, com jeito de tanque de Medellín. Prometeu deixar água na boca, mas nunca rebentou (trocadilho com a Colombia) Marcou dois golos em 14 jogos, um deles contra o FC Porto. Só por isso já ganhou lugar num ou outro coração negro. Prometeu, mas evaporou-se. Em vez de aplausos, foi agredido por alguns adeptos após uma derrota caseira frente ao Paços de Ferreira. Não deixou saudades, portanto.
☕ Diego Mantilla
Pequeno de tamanho, grande no toque de bola. Vinha com técnica de futsal no sangue e tirou logo uma fotografia ao lado do nosso João André Oliveira e do eterno Marinho. Mas o corpo não acompanhava os pés: não tinha força para marcar um canto. Rapidamente voltou ao país natal. Passagem relâmpago, quase como um café expresso. Ficou tão habituado a jogar com grandes pontas de lança de cariz internacional (olá, Hugo Almeida) que neste momento joga com Radamel García Falcao (esse mesmo). Em suma, chegou, ninguém o viu e não venceu. Lendário.

Uma foto com o nosso João André e com o mítico Marinho. O ponto alto da carreira de Mantilla ao serviço da Briosa.
☕ Wyner Daniel Rodríguez Rosero
Este nunca prometeu nada. Chegou discretamente, não jogou pela equipa principal e saiu em janeiro, sem deixar história. Participou num jogo pelos sub-23 e pouco mais. Não foi das contratações mais marcantes, e talvez tenha sido melhor assim, numa época verdadeiramente traumatizante que terminou com a descida à Liga 3. Com tantos jogadores a causar dores de cabeça nesse ano, Rodríguez passou ao lado. Vindo de um país onde o café é forte e deixa marca, foi uma versão morna que nenhum adepto “chegou a provar”. Se calhar, saímos todos a ganhar. Atualmente, continua a jogar longe dos grandes palcos, no União de Lamas.
☕ Juan Perea
Esse sim. O mais goleador. O sicário do Mondego. Vinte golos em 51 jogos, uma média que o coloca no topo da lista cafetera. Correu, lutou, marcou. Para sempre recordado pelo golo frente ao Oliveira do Hospital, num jogo de aniversário da RUC, com a rádio estampada no peito da Briosa. Café com açúcar, golos e alma. Deixou saudade.
Agora é a vez Triana.
Camilo chega como herdeiro desta linhagem. Tem corpo de tanque, ginga sul-americana e, esperemos nós, faro de golo. No Chipre, brilhou. Em Portugal, já mostrou qualquer coisa. Mas Coimbra normalmente é diferente. Veremos…
Uma coisa é certa: A panela já está ao lume. E cheira a café colombiano no Calhabé.
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