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Relatório de Contas da Queima das Fitas 2024 criticado pela comunidade estudantil
De acordo com os Estatutos da Associação Académica de Coimbra, o documento tem de ser apresentado em Assembleia Magna até três meses e meio depois da realização da última atividade. A Bênção das Pastas, que decorreu a 16 de junho de 2024, pôs fim às comemorações do ano passado.
Após sete meses de atraso foi aprovado na Assembleia Magna da passada segunda-feira o Relatório de Contas da Queima das Fitas 2024. A votação foi favorável para 166 associados. O documento teve voto contra de 15 estudantes e nove optaram pela abstenção.
A despesa total da edição passada da festa de 2024 rondou os dois milhões e duzentos mil euros. A receita final decretou um saldo positivo de cerca de 135 mil euros.
António Saraiva, presidente do Conselho Fiscal da Associação Académica de Coimbra (CF/AAC), apresentou o parecer do órgão. Este tece críticas ao planeamento nas áreas de produção e infraestruturas.
Muitos estudantes levantaram questões sobre o documento apresentado pela Comissão Organizadora do ano passado. Os associados apontaram críticas à falta de informação presente no relatório, como as especificações sobre os gastos feitos.
Carlos Míssel, coordenador-geral da Comissão Organizadora da Queima das Fitas (COQF), esclarece que que existem eventos que “podem não estar previstos” quando o orçamento da festa é aprovado.
O coordenador-geral refere que todas as despesas foram aprovadas pelo conselho diretivo. Carlos Míssel explica que o aumento dos custos da produção tem que ver com o alojamento dos artistas internacionais e no maior investimento no palco principal.
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