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23.04.2025POR Verónica Simões

PS x BE: Partidos discordam na resposta à crise da habitação

O Bloco propõe o “teto máximo às rendas” como solução para a crise habitacional. Pedro Delgado Alves (PS) afirma que “precisamos da presença de um parque significativo de habitação privada”, e discorda da medida dos bloquistas.

Não só em Coimbra, como em todo o país a crise da habitação tem se feito sentir e são muitas as divergências entre os partidos sobre esta questão. Em 30 minutos de debate, promovidos pela Rádio Universidade de Coimbra (RUC), os candidatos do Partido Socialista (PS) e do Bloco de Esquerda (BE), Pedro Delgado Alves e Miguel Cardina, respetivamente, iniciaram a discussão pelo porquê do PS não ter feito mais para atenuar a crise.

O cabeça-de-lista do PS afirma que Portugal está em desvantagem em relação aos restantes países europeus porque não dispõe de tanta “habitação pública”. Acrescenta, ainda, que a falta de soluções para este problema “não foi por falta de vontade” do partido. As propostas passam por simplificar os acessos aos apoios e “construir mais habitação pública”.

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Pedro Delgado Alves discorda da posição do BE sobre o limite às rendas. O candidato afirma que não parece que a medida fosse eficaz, pois coloca em causa a presença do parque da habitação privada, necessário ao mercado de arrendamento.

Miguel Cardina, representante do BE, assegura a posição da força partidária e defende a relevância da proposta para a situação “excecional” em que o país se encontra. O candidato sublinha ainda que “será sempre necessário construir mais habitação”, mas que se trata de um processo demorado e são precisas soluções que respondam à urgência da conjuntura nacional.

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O cabeça-de-lista do BE entende que esta será a medida que melhor responde à situação atual, e que vai permitir melhor qualidade de vida aos cidadãos.

Também em discussão entre os partidos à esquerda, foi tema de conversa a Habitação Estudantil. Pedro Delgado refere o valor da propina. Miguel Cardina defende a descida dos preços dos quartos.

Sobre o Plano Nacional para o Alojamento do Ensino Superior (PNAES), que conta agora com a execução de apenas 11% das propostas, Pedro Delgado Alves assume que esta legislatura conseguiu o alargamento dos apoios para estudantes não bolseiros. Ao falar sobre esta questão, o socialista aponta a redução do valor da propina como fator favorável às contas dos estudantes.

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Também o representante do BE menciona o valor da propina como fator pejorativo, mas foca a sua posição na crítica à subida constante dos valores dos quartos.

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Miguel Cardina refere ainda que “ter uma política de preços acessíveis para a habitação estudantil tem que ser um compromisso do governo”.

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