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PS e maioria que governa Câmara de Coimbra divergem na avaliação do Plano Marshall para Baixa da Cidade
Coligação que governa a Câmara de Coimbra faz balanço positivo de Plano Marshall para a Baixa da cidade. PS diz que o documento não passa de um “relatório de atividades, abundante em generalidades”.
Vereadores com pelouro da coligação que governa a Câmara de Coimbra estiveram ontem de manhã no Salão Brazil a fazer o balanço do Plano Marshall para a Baixa da Cidade. Uma promessa eleitoral que o executivo afirma estar a executar desde 2022. São 137 medidas das quais 63 por cento estão concretizadas ou em execução.
Durante a tarde na reunião de Câmara, o vereador do Partido Socialista, José Dias, criticou o que considerou ser “um plano de atividades” e não um plano estratégico para a revitalização da Baixa de Coimbra.
O vereador do PS gostaria de ter visto a constituição de um grupo de trabalho formado por um “coletivo bastante alargado” de “agentes do Concelho das áreas artísticas, culturais, desportivas, empresariais, sociais, turísticas e outras”.
José Dias deixou ainda um conjunto de perguntas que, dos seu ponto de vista “demonstram a ausência de estratégia”.
Para a RUC, José Manuel Silva refutou as críticas do vereador socialista, reafirmando que o executivo que lidera foi desenvolvendo um conjunto de iniciativas e ideias de projetos com os parceiros no sentido de reabilitar a baixa e de a requalificar.
José Manuel Silva alertou que “não se resolvem os problemas da baixa de forma milagrosa e por um estalar de dedos”, razões que levaram o grupo que lidera a definir uma estratégia que foi sendo desenvolvida e da qual restam 37 por cento de ações por desenvolver. “O Partido Socialista nunca fez nada semelhante”, acusou o autarca.
Para José Dias, o foco deveria ser “a fixação de jovens famílias na Baixa, e não somente, a abertura de residências universitárias”. Faltam choques fiscais de apoio, creches, jardins de infância e habitação, mencionou o vereador.
Quanto aos estudantes, lembrou que vão deixar “a Baixa esvaziada”, durante o fim de semana, nos períodos de pausa letiva e que durante o período letivo estão nos diferentes ‘campus’ universitários.
À RUC, José Manuel Silva relembrou que o projeto de candidatura à Câmara de Coimbra apresentou um plano para oito anos que necessita de tempo para ser concretizado.
Relativamente às residências estudantis e à sala de estudo de 24 horas explicou que foi preciso arranjar financiamento e reforçar os fundos do Coimbra Viva para que se pudessem realizar as obras. Além disso, “ninguém muda tudo em quatro anos”, disse.
Na conversa com a RUC, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra esclareceu que depois do MetroBus estar a funcionar vai haver uma intervenção na Rua da Sofia sobre aquilo que é o espaço público. Quanto ao património privado dos antigos Colégios Universitários, a Câmara de Coimbra ainda não desistiu de os dinamizar, uma vez que são património mundial.
Segundo o autarca, o município tem mantido o diálogo com entidades responsáveis pelos colégios para serem abertos à comunidade.
Fotografia: Câmara de Coimbra
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