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Girabolhos está na estratégia nacional para gestão da água 

Estratégia nacional para a gestão da água foi apresentada pelo Governo este domingo no Convento São Francisco em Coimbra. José Manuel Silva, presidente da Câmara de Coimbra, congratulou-se com a decisão governamental de ser retomada a barragem de Girabolhos.

Na estratégia consta o “estudo para avaliar a viabilidade da construção da barragem de Fins Múltiplos de Girabolhos* no rio Mondego. Com um investimento previsto de 300 milhões de euros e com prazo de execução de 2026 a 2037, mas ainda com possíveis fontes de financiamento “a determinar”.

Uma das preocupações do grupo de trabalho que desenhou a estratégia nacional para a gestão da água – “Água que Une” – passa pelas perdas de água nas infraestruturas de abastecimento. O investimento estimado para aumentar a eficiência na região do Vouga, Mondego e Lis é da ordem dos 267 milhões de euros.

Entre as medidas propostas na estratégia nacional para a região está a “Modernização do Aproveitamento Hidroagrícola do Baixo Mondego e a Modernização/ reabilitação total do Aproveitamento Hidroagrícola do Mira”.

Para o grupo de trabalho coordenado por Carmona Rodrigues, presidente da empresa Águas de Portugal, a bacia hidrográficas do Mondego “apresenta características que justificam a criação de estruturas de gestão especializadas, à semelhança da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA)”.

No encerramento da sessão o primeiro-ministro, Luís Montenegro, revelou que até 2030 o investimento a nível nacional no programa “Água que Une” vai rondar os cinco mil milhões de euros.

O chefe do Governo estima que, ao ser executada, a estratégia para a gestão da água vai garantir “o alicerce do Estado Social”. Perante uma plateia de vários autarcas, o chefe do Governo deixou um apelo à solidariedade para que “onde há cheias haja menos cheia e onde há seca haja menos seca”.

Luís Montenegro deixou ainda desejos para as próximas décadas.

“Água que une” abarca cerca de 300 medidas. Pretende “o uso racional dos recursos, evitando desperdícios”, a “distribuição justa e equilibrada entre os diferentes utilizadores” e “capacidade de adaptação a desafios ambientais e socioeconômicos a longo prazo”.

Luís Montenegro manifestou vontade de que a estratégia apresentada no Convento São Francisco em Coimbra seja discutida com a sociedade e outras forças políticas.

Na sessão marcaram também presença a ministra do Ambiente, o ministro da Agricultura e representantes da empresa Águas de Portugal, Agência Portuguesa do Ambiente, Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva e Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Fotografias: João Sobral | Câmara Municipal de Coimbra

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