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03.07.2024POR Isabel Simões

Habitantes da Corrente sofrem durante meses com poeiras e lama de aterro de terras

Quando chovia foi a lama que dificultou circulação a pé. As poeiras que vinham dos montes de terra depositavam-se nas varandas e infiltravam-se por frestas pequenas. Recentemente, vê-se uma máquina a retirar terra depositada.

Segundo moradores durante vários dias camiões depositaram terras, manilhas e restos de obras. No terreno foi colocada uma máquina para triturar manilhas que libertavam um pó muito fino. No verão passado, pó e barulho perturbavam, o pó “entranhava-se pelas janelas, era difícil de limpar, explica um dos moradores.

O local onde estão a ser depositadas terras e outros materiais, foi no passado um terreno onde se cultivavam produtos agrícolas. No local, segundo uma das moradoras, existem linhas de água. O estado das mesmas preocupa a moradora da Corrente.

Ao tempo da construção do novo Hospital Pediátrico o local já serviu de depósito de terras, havendo então a garantia de no final a situação ser reposta. Com a cidade cheia de obras, os montes de terra regressaram. A chegada de vários camiões tem também dificultado quem circula a pé, lamenta uma das moradoras.

Do lado da estrada em frente ao prédio que está mais perto do local onde as terras foram depositadas não se vê uma placa que identifique quem tem responsabilidade do aterro.

Nos últimos dias, há uma máquina no local a retirar terras. No nosso país a Gestão de Resíduos resultantes de obras tem legislação específica e incorpora já algumas directivas europeias.

Este é um assunto que a RUC vai continuar a acompanhar.

Fotografias: RUC@Luís Pereira e Isabel Simões

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