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Jovens de Coimbra apresentam propostas para as Legislativas

Debate com os candidatos jovens pelo circulo eleitoral de Coimbra decorreu no Mercado Municipal D. Pedro V. Ensino Superior, Habitação, Empregabilidade e Cultura foram os temas debatidos

Os representantes jovens em Coimbra dos partidos com assento parlamentar juntaram-se esta quinta-feira para debater o ensino superior, a empregabilidade, a habitação e a cultura no país. 

Com vista às eleições legislativas do dia 10 de Março, o Mercado Municipal D. Pedro V recebeu Daniel Azenha pelo Partido Socialista (PS), João Caseiro pela Aliança Democrática (AD), Mariana Rodrigues pelo Bloco de Esquerda (BE), Celso Monteiro pela Iniciativa Liberal (IL), Emanuel Candeias pelo Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Miguel Santos pelo Livre (L), Inês Guerreiro pela Coligação Democrática Unitária (CDU) e João Antunes pelo CHEGA (CH). 

O ensino superior era um dos temas mais aguardados e a conversa focou-se na proposta do PS sobre a implementação da Propina Zero.

Celso Monteiro da IL apresentou-se contra a proposta, defendendo o aumento das bolsas para os estudantes com mais dificuldades. O jovem liberal sublinha que quem tem a possibilidade de pagar as propinas deve-o fazer de forma a participar no financiamento do ensino superior.

Em representação do Chega, João Antunes realçou que os estudantes que decidam seguir no ensino superior não devem ser mais beneficiados do que quem decidiu não ingressar. O objetivo é contrariar a fuga de jovens do país.

A empregabilidade dos jovens em Portugal gerou um debate mais aceso entre os partidos. O alargamento do IRS jovem e da gratuitidade dos passes de transporte público a toda a população até ao fim da legislatura foram propostas reforçadas por Emanuel Candeias. 

O PAN quer o aumento do parque habitacional público e preços acessíveis na habitação. O partido considera que a crise habitacional na cidade pode controlar-se através de uma baixa do IRS para os senhorios, da revisão do projeto “Porta 65” aprovado pelo PS e valorização das Repúblicas de Coimbra.

Similarmente, o socialista Daniel Azenha afirmou que a crise habitacional deve ser resolvida através do parque público da habitação e que a resposta imediata passa pelo reforço do projeto “Porta 65”. 

Na perspetiva do Miguel Santos, o apoio à entrada numa casa para a camada mais jovem da população contribui para a empregabilidade e, consequente, a fixação dos jovens na cidade e no país. O representante do Livre afirmou ainda que os 10% de habitação pública até 2030 não vão ser conseguidos apenas com a “construção massiva”, visto que nos anos 90 e 2000, o setor foi “desmantelado”. 

O reforço do salário mínimo tem de ser feito consoante o desenvolvimento interno do país e não pode acontecer de imediato ou, pelo menos, a curto prazo, ao contrário da visão socialista, estimou João Antunes. Além do aumento do salário mínimo para os 1000€ até 2026, o Chega espera um “maior desempenho dos aprovados” e a abolição do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis.

Mariana Rodrigues do BE frisou que as condições do alojamento em Coimbra regrediram, exemplificando com o aumento de 32% nos quartos para arrendar, a rondar os 600 a 800 euros. 

Em representação da CDU, Inês Guerreiro considerou haver medidas centrais, nomeadamente o controle das rendas e dos despejos e a revogação da “Leis Cristas”. Já para a iniciativa liberal, é fundamental retirar o IMT e reverter o “Plano + habitação”. João Caseiro da AD lamenta que os jovens tenham de dar 10 % de entrada na compra de uma habitação e propõe igualmente a isenção de IMT, bem como do imposto de selo. 

No que diz respeito à cultura, os vários partidos propuseram medidas distintas: A AD preconizou o estímulo do acesso cultural junto das crianças, o Chega sugeriu a criação de um Museu de Descobrimentos, a CDU apelou a um serviço público de cultura, o PAN referiu a criação de uma rede nacional de museus, o BE quer implementar um contrato de profissionais da cultura e a IL ambiciona a descentralização e a independência das instituições culturais. 

FOTO: Câmara Municipal de Coimbra (CMC)

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