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António Costa presente “numa das últimas paragens” do projeto MetroBus

Primeiro-ministro e Ministro das Infraestruturas e da Habitação marcam presença em “dia muito importante e histórico” para o Sistema de Mobilidade do Mondego. Enquanto Pedro Nuno Santos lembra “quem se sentiu enganado” com o desmantelamento do Ramal da Lousã, António Costa aponta “grande passo” no combate às alterações climáticas à escala de Coimbra.

O Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra recebeu, na passada sexta-feira, a assinatura do auto de consignação da empreitada de construção da futura Linha do Hospital do Sistema de Mobilidade do Mondego pela Águas de Coimbra, pela Infraestruturas de Portugal e pela empresa CIMONTUBO – Tubagens e Soldadura.

A ocasião ficou marcada pela presença do primeiro-ministro português António Costa, que lembra que “já faltou muito mais” para que Sistema de Mobilidade do Mondego esteja “em pleno funcionamento”.

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Em causa está a construção de um canal com cerca de 3,5 km de extensão ao longo dos próximos 18 meses, tendo o custo de 15,5 milhões de euros. Esta empreitada é uma das quatro que constituem a estrutura canal do Sistema de Mobilidade do Mondego, constituído por duas diferentes linhas (Linha do Hospital e Linha da Lousã) com um total de cerca de 42 km de extensão e 42 paragens, que circulam em troço urbano e suburbano. Segundo Carlos Fernandes, vice-presidente da Infraestruturas de Portugal que falou no decorrer da cerimónia, espera-se que 13 milhões de passageiros por ano usufruam dos 35 veículos que constituem a frota (sendo que existe ainda a opção de compra de mais cinco). O investimento global ronda os 100 milhões de euros, contando ainda com o financiamento de 60 milhões por parte da PO SEUR.

O líder do governo usou grande parte da sua intervenção para destacar a luta contra as alterações climáticas como “maior desafio com que a humanidade está confrontada”. Naquilo que concerne à cidade de Coimbra, António Costa aponta que a concretização do MetroBus é um “grande passo”.

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O ministro Pedro Nuno Santos foi outro dos intervenientes de maior destaque. Para o responsável pela pasta das infraestruturas e da habitação, que fez questão de lembrar aqueles que acabaram lesados pelo desmantelamento do Ramal da Lousã, concluir o Sistema de Mobilidade do Mondego é apenas “respeitar o povo que esteve anos à espera de uma promessa não cumprida”.

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Lembrando o longo processo, que arrancou em 1989 com a assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) e a Comboios de Portugal (CP) para a construção de um túnel que iria ligar o Ramal da Lousã à Estação Nova de Coimbra, Pedro Nuno Santos considera que a busca pela perfeição foi um constante entrave à concretização da obra.

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A primeira intervenção da tarde esteve a cargo do presidente da CMC, José Manuel Silva. O autarca começa por referir que, agora, “o avanço do projeto trata-se de uma realidade em que mesmo os mais céticos começam a acreditar”.

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À semelhança de António Costa, o antigo bastonário da Ordem dos Médicos também frisou a importância do MetroBus no combate às alterações climáticas. No entanto, José Manuel Silva considera que este projeto isolado não é suficiente.

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Nesse sentido, o presidente da CMC elencou uma série de questões que Coimbra precisa de ver resolvidas para que se possa apelidar de “cidade modelo no setor dos transportes”.

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Para além de António Costa, Pedro Nuno Santos, José Manuel Silva e Carlos Fernandes, falaram ainda João Marrana, presidente do conselho de administração da Metro Mondego, e José Alfeu Sá Marques, presidente do conselho de administração da Águas de Coimbra.

(Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra)

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