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30.01.2022POR Informação RUC

CDU percorreu o distrito, ouviu instituições e fez da rua uma festa

No decorrer da campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2022, a Rádio Universidade de Coimbra acompanhou de perto os momentos mais marcantes organizados pela Coligação Democrática Unitária (CDU) em Coimbra.

Entre comícios, visitas ao edifício sede da Associação Académica de Coimbra e arruadas, a CDU destacou ao longo de janeiro que, apesar de não terem eleito nenhum deputado pela círculo de Coimbra nas últimas eleições, fizeram muito mais pela cidade e pela região do que os deputados com assento parlamentar.

Entre apoiantes e dirigentes políticos, a palavra de ordem foi “ Estamos prontos para eleger um deputado”.

Janeiro teve um começo turbulento para a CDU. A hospitalização do secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa e a saída abrupta de campanha do deputado João Ferreira, (também por motivos médicos), podiam ter ditado um início de campanha débil para a coligação entre o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista “ Os Verdes”.

Todavia, as ambições dos militantes e dos deputados da CDU pelo círculo de Coimbra, conseguiram superar os contratempos que a pandemia colocou no rumo do partido. Um novo som de esperança já se ouvia nas ruas.

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Para colmatar a ausência dos grandes quadros do partido, o comício organizado pela CDU no Convento São Francisco, contou com a presença da arma secreta alentejana do partido: João Oliveira.

O serão organizado no segundo piso do edifício de Santa Clara não podia deixar de começar com um momento musical, não fosse o candidato pelo círculo de Coimbra Manuel Pires da Rocha, professor de violino no conservatório da cidade.

A música deu lugar à oratória, e em sinal de respeito para com os camaradas enfermos, o mandatário distrital, Jorge Seabra, lamentou a ausência de Jerónimo de Sousa e João Ferreira.

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Jorge Seabra, a par de todos os outros membros da CDU, salientou o impacto que o partido teve no distrito em dois anos de legislatura, mesmo sem deputados eleitos.

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O membro do PEV, Paulo Coelho preferiu, por outro lado, focar a sua intervenção na antecipação das eleições legislativas. Em seu entender, a dissolução das Assembleia da República não passa de uma estratégia do PS, em cumplicidade com o Presidente da República, para tentar governar numa maioria absoluta.

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O público não poupou aplausos a Manuel Pires da Rocha. O cabeça de lista por Coimbra enfatizou no seu discurso a luta da CDU contra a manipulação de consciências efetuada pelos” donos do poder económico e financeiro”.

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Na sua visão, o território de Coimbra tem sido alvo constante de “ políticas de destruição” nos vários setores estratégicos da região, como a saúde, a educação e ciência, a floresta e a indústria naval.

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Pires da Rocha apelou ainda, no final da sua intervenção, à participação individual de “cada ativista”, com vista a tornar realidade os objetivos de eleição de um deputado por Coimbra.

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João Oliveira chegou de rompante ao auditório do convento de São Francisco. Com o seu sotaque alentejano, o candidato clarificou as metas do partido para estas eleições. O membro da CDU deixou transparente que as legislativas elegem deputados e não primeiros-ministros, como fazem crer o PS e o PSD.

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O membro do comité central da CDU, quer inovar no forma com que a população interage com os seus deputados. Num tom cómico, João Oliveira reporta que em anos anteriores, os Conimbricenses desconheciam por completo os seus representantes em São Bento.

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Na noite dedicada aos temas da educação, João Oliveira reiterou a importância da profissão de docente, a importância da educação na formação de sociedades coesas, informadas e ativas e ainda fez um novo apelo à abolição da propina e à qualificação da escola pública.

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